June e John , escrito e dirigido por Luc Besson, França\2025. Imagina uma vida totalmente sem nenhuma graça, vivida por um contador na faixa dos seus trinta anos, na qual sua rotina baseava-se em ir ao trabalho e falar com a mãe ao telefone, todo santo dia, e nada mais do que isto, excluindo-se o fato desta vidinha acarretar em uma dependência quimica de ansiolíticos para aguentar o tranco dessa rotina tão fatigante e também insuportávelmente esperada. Eis que um dia voltando do trabalho, ele encontra no metrô uma mulher com exatas 72 horas de vida devido a uma leucemia. A necessiadade de viver dela, seduz aquele rapaz da vida pacata, e então após uma busca pelas redes sociais ele a encontra e marcam para ver ae dava match. A partir deste momento o filme inicia-se de fato, onde a lógica do politicamente correto vira totalmente ao avesso ao que estamos a observar e também respeitare por consequência se acostumar. O sujeito apaixona-se e tornar-se um amante incondicional ao ponto de...
Ainda Estou Aqui , dirigido por Walter Sales, indicação do Brasil ao Oscar 2025. Baseado no livro honônimo de um dos cinco filhos do ex-deputado Rubens Paiva; o escritor Marcelo Rubens Paiva. O filme , prêmio da crítica em Veneza ( um dos três principais festivais, juntamente com Berlim e Cannes ), aborda o desaparecimento do ex-deputado, em 1971 no Rio de Janeiro. Poucos dias após sua esposa e uma das filhas são convidadas a deporem sob alegação da família estar colaborando com ações subversivas em prol de um suposto golpe no regime militar vigente no país. A sensação que tive vendo o filme é que o Brasil ainda precisa de evolução acerca do tema, e talvez por isso, emociona tanto. Acompanhamos o acabamento de uma família feliz somente porque pensavam e tinham vontade própria, coisa que na ditadura tal fato era perigosamente obsceno para o “desenvolvimento” do País. A reboque o filme nos faz pensar se hoje estamos andando pra frente ao para trás na questão da liberdade d...
Pan-Cinema Permanente, de Carlos Nader, Brasil/2021. Conhecia o protagonista do documentário superficialmente porque não fazia questão de estar na mídia, e acho que ele foi o Glauber Rocha da poesia. Segundo Caetano, Waly foge da loucura, encenando; e talvez por isso ele fosse um pouco exagerado o tempo todo. Na mostra "Panorama Convida", inédita e que venha pra ficar, No festival Panorama Coisa de Cinema em sua décima sexta edição. Quando digo que venha pra ficar porque tal janela, de certa maneira, sintetiza todas as outras janelas para fechar o dia de festival com chave de ouro.
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