escrevendoespanando
O blog fiel à sétima arte.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Os descendentes
Os descendentes, do Alexander Payne, 2012, EUA- Confesso que não sou muito fã do George Clooney como ator e principalmente como diretor, e não vi uma atuação de gala dele, como andam especulando que ele vai ganhar o Oscar, assim como já ganhou o globo de ouro. É por essas e outras que meu embasamento e reflexão a sétima arte não gira em torno das indicações e premiações destes festivais citados, onde sempre o lado das estórias norte-americanas e inglesas são mais colocados em alta. A mim não, prefiro confiar em festivais como os de: Veneza, Sunddance (o underground norte-americano), Cannes e Berlim. São destes que destaco os melhores filmes do ano pra se assistir e deliciar. Em relação aos Descendentes a película não é de toda ruim, acho que pelo padrões cada vez mais norte americanos do Oscar, ganhará algumas estatuetas, incluindo a de melhor ator ao Clooney, que é um havaiano, que com o casamento acabado, e vendo a sua esposa traí-lo e em coma terminal devido a um acidente,não necessariamente nessa ordem, tenta descobrir suas duas filhas e conquistá-las, pois agora ele será o “pamãe”. Com isso vemos um Clooney sensível, maduro e até com boas marcações em suas interpretações. O roteiro da película é redondo e parece que feito a atuação do ator. Acho difícil os Descendentes ganhar como melhor filme ao Oscar, embora não tenha assistido aos outros, mas tratando-se desse festival tudo é possível.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Homens e Deuses
Homens e Deuses, do diretor Xavier Beauvois, França, 2010. Até onde a religião ou o poder tem o direito de nos dominarmos? E se este for paralelo, as coisas pioram? Quem é mais maléfico pra nós, as coisas vulgo lícitas ou ilícitas? Até onde vai nosso poder de bondade e inveja?
Vejam meus caros quantas perguntas eu fiz a vocês, e isso tudo para diagnosticar ou tentar explicar as impressões dessa película, produzida através de fatos reais, que envolve religiões a fim de ser dono de um determinado local em um país de maioria muçulmana, onde católicos querem fincar a sua crença naquele local, digamos: não muito apropriado. Uma frase tem de ser escrita: a coragem dos monges católicos em não abandonar o seu monastério em terras estranhas e já com donos de direito. De suma e resumidamente o filme aborda o embate entre o catolicismo e muçulmanismo, onde mais do que os resultados alcançados no sentido de ajudar o próximo, o poder pelo local e o prestigio aos olhos alheios eram as coisas mais importantes para ambas religiões.
Vejam meus caros quantas perguntas eu fiz a vocês, e isso tudo para diagnosticar ou tentar explicar as impressões dessa película, produzida através de fatos reais, que envolve religiões a fim de ser dono de um determinado local em um país de maioria muçulmana, onde católicos querem fincar a sua crença naquele local, digamos: não muito apropriado. Uma frase tem de ser escrita: a coragem dos monges católicos em não abandonar o seu monastério em terras estranhas e já com donos de direito. De suma e resumidamente o filme aborda o embate entre o catolicismo e muçulmanismo, onde mais do que os resultados alcançados no sentido de ajudar o próximo, o poder pelo local e o prestigio aos olhos alheios eram as coisas mais importantes para ambas religiões.
Saga Crepúsculo – Amanhecer
Saga Crepúsculo – Amanhecer, EUA, 2011. Se queres o quereres de um amor inabalável e sobrenatural amanhecendo em vossa companhia, você tem duas opções: Ou dormindo com esse resenhista cinematográfico ou ir ver esse filme na madruga amanhecendo. Tratando-se do filme, tenho uma má notícia: a saga continuará. Custumo comparar esses tipos de filmes com os BBBs, mas de forma internacional, e o pior: feita por roteiristas norte-americanos, onde a qualidade piora sem sombras de dúvidas. Alguns críticos têm a insensatez de escrever que o filme é bom para o público adolescente, onde os jovens através dos seus hormônios os fazem pensar. Ora bolas, não vamos confundir as coisas, existem hormônios e neurônios e filmes bons e ruins, independente da faixa etária, e esse filme pertence aos ruins, pois não faz nem os adolescentes nem ninguém pensar, besteirol sem semancol.
This is England e W.Bush
This is the England,do Shane Meadows ,2006 , Inglaterra. Este visceral filme mostra o batismo de um menino de um pouco mais de dez anos de idade ao grupo dos Skinheads numa Inglaterra de décadas atrás, onde não só imigrantes não eram bem-vindos, assim como negros oriundos do próprio país pela gangue. Uma coisa tem de ser escrita aqui: apesar de todo preconceito deles com outras raças; existia ideais que levavam a isso, que era uma Inglaterra livre do desemprego dos seus habitantes e sua cultura e auto-estima preservados. Outro aspecto que tem de ser ressaltado é a lealdade de um para com outro no grupo, e também a ganância do poder pelos seus líderes. This is England, mostra e toca nos melindres da vulgo cidadania inglesa, tentando através do grupo abordado no filme , de como firmar valores próprios em um tempo que a globalização já dava os seus “ares das graças”, e eles tentando de alguma forma freá-los. Um filme que ao mesmo tempo em que mostra o poder da amizade, porém a incapacidade de dar-se com o diferente.
W.Bush, do Oliver Stone, 2008, USA. É uma cinebiografia de uma família que governou os EUA durante muitos anos; primeiro com seu pai e depois com seu filho, este abordado pela pelícila onde mostra o filho: um combatente de guerra, bêbado inveterado, brigão temperamental e um esportista de boa qualidade. Apesar de todos esses defeitos e essas poucas qualidades, o W. Bush filho mostra-se com uma força inabalável interior entrando na política contra o seu passado e principalmente contra sua família, ao ponto de “chamar pra mão” o ex-presidente e pai, Bush I, tamanha a sua revolta contra ele, onde este valorizava muito mais o seu outro filho do que o temperamental futuro presidente da principal potencia capitalista já desde aquela época. Contra tudo isso, Bush filho vai galgando sua carreira política como governador e enfim presidente dessa nação, onde na película mostra-se o seu total descontrole em governar um país da envergadura político-econômica dos EUA, apavorando o mundo com a descabida e despropositada guerra no Iraque, por exemplo. Por causa do dinheiro investido na guerra, o país sofre um colapso financeiro, quebrando muitos bancos e empresas, desvalorizando sua bolsa de valores e sua moeda, e conseqüentemente causando uma crise financeira mundial, onde na época o nosso presidente Lula falaria que era uma marolinha, e não foi tão pequena assim, tanto é que até hoje as coisas ainda não andam bem, prova disso é a crise financeira estourada na Europa que se perdura até hoje com altos índices de desemprego. O Obama tenta dar um jeito no prejuízo que W. Bush filho deu ao seu país e ao mundo, porém isso leva tempo de arrumar, e a China só olhando de soslaio a essa crise toda com seu câmbio flutuante, e refletindo ocultamente: aguardem-me, vamos ver no que dá tudo isso; a indiferença produtiva chinesa e a não crença norte –americana de que será passada pelo mega país oriental como principal potencia mundial em pouco tempo e ainda por cima comunista, pelo menos no sentido político.
W.Bush, do Oliver Stone, 2008, USA. É uma cinebiografia de uma família que governou os EUA durante muitos anos; primeiro com seu pai e depois com seu filho, este abordado pela pelícila onde mostra o filho: um combatente de guerra, bêbado inveterado, brigão temperamental e um esportista de boa qualidade. Apesar de todos esses defeitos e essas poucas qualidades, o W. Bush filho mostra-se com uma força inabalável interior entrando na política contra o seu passado e principalmente contra sua família, ao ponto de “chamar pra mão” o ex-presidente e pai, Bush I, tamanha a sua revolta contra ele, onde este valorizava muito mais o seu outro filho do que o temperamental futuro presidente da principal potencia capitalista já desde aquela época. Contra tudo isso, Bush filho vai galgando sua carreira política como governador e enfim presidente dessa nação, onde na película mostra-se o seu total descontrole em governar um país da envergadura político-econômica dos EUA, apavorando o mundo com a descabida e despropositada guerra no Iraque, por exemplo. Por causa do dinheiro investido na guerra, o país sofre um colapso financeiro, quebrando muitos bancos e empresas, desvalorizando sua bolsa de valores e sua moeda, e conseqüentemente causando uma crise financeira mundial, onde na época o nosso presidente Lula falaria que era uma marolinha, e não foi tão pequena assim, tanto é que até hoje as coisas ainda não andam bem, prova disso é a crise financeira estourada na Europa que se perdura até hoje com altos índices de desemprego. O Obama tenta dar um jeito no prejuízo que W. Bush filho deu ao seu país e ao mundo, porém isso leva tempo de arrumar, e a China só olhando de soslaio a essa crise toda com seu câmbio flutuante, e refletindo ocultamente: aguardem-me, vamos ver no que dá tudo isso; a indiferença produtiva chinesa e a não crença norte –americana de que será passada pelo mega país oriental como principal potencia mundial em pouco tempo e ainda por cima comunista, pelo menos no sentido político.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Ultimate Tahiti Wave 3D
Ultimate Tahiti Wave 3D - Dirigido e roteirizado pelo Stephen Low -2011-EUA. Podemos afirmar que agora sim, o óculos desconfortável 3D fez a diferença. Sem o 3D esse filme, quase um média, senão um curta metragem com um preço de longa, seria impossível de ser feito. E feito de imagens alucinantes, escreva-se de passagem, com nada menos que um dia surfando no Tahiti com o decacampeão mundial de surf, Mister Kelly Slater, o careca - cara. Uma baita aula de como filmar e captar imagens da natureza e do mar, deixando o Slater e o surf como papel secundário tamanha a qualidade digital desse projeto que ainda não sei como classificar como curta ou média metragem, mas de uma qualidade digital realmente impressionante, trazendo imagens sem palavras para descrevê-las, só vendo para crê-las. Essa película foi um projeto do patrocinador do surfista mister gênio Kelly ( o Pelé do surf ), de modo que mais que um filme, foi uma ação de marketing, mas como foi tão bem feita vale assistir e pagar como se fosse um filme normal.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
As Aventuras de TinTim - O Segredo do Licorne
As Aventuras de TinTim - O Segredo do Licorne (2011) EUA, é uma animação de nada menos que Steven Spielberg que de certa maneira surpreende, não pela qualidade das animações , pois isso já esperava, mas pelo seu roteiro pra adulto pensar. Quando pensamos em filmes de animação associamos estes para ao publico infantil geralmente, mas esse não, foi feito pra adulto com um enredo aventural engehoso e culhudeiro, não deixando as cenas a desejar dos missões impossíveis da vida nesse quesito. Vi em 3D, e achei que o óculos desconfortável deveria ser engenhosamente mudado para melhorar nosso conforto, não curti o oculozinho, mas curti a animação ou o filme.
Barton Fink - Delírios De Hollywood e Um conto chinês
Barton Fink - Delírios De Hollywood, de um Cohen (Joel Cohen) 1991 EUA, já seria garantia de uma estória boa pelo sobrenome do diretor, e a película afirma a garantia onde mostra de dentro pra fora as crises existenciais de um roteirista que de uma hora pra outra tem um branco total, não consegue criar mais nada, nem sequer um principio de idéia, uma pane geral. Pesquisando sobre o filme, o Joel Cohen no momento do filme passava por uma crise depressiva, ou seja, a realidade que ele quis colocar visceralmente no seu protagonista, John Turturro, deu super certo, mostrando um já consagrado roteirista se mudando de uma cidadezinha norte - americana para Hollywood para escrever filmes e por isso ou por essa pressão tendo uma crise existencial, não conseguindo sequer escrever uma única folha. O filme debate de forma oculta o papel do consumismo cultural desenfreado sem nenhum rigor de qualidade por aquele país e conseqüentemente depois arremessado ao resto do mundo.
Um conto chinês, do Sebastián Borensztein- 2011 é mais uma aula cinematográfica argentina, fincando a bandeira deste país como principal produtor e realizador de bons filmes na América do Sul. Protagonizados por dois personagens: Um comerciante argentino rabugento (Ricardo Darín) e um chinês perdido local e emocionalmente (Ignacio Huang). Com o chinês com muito amor pra dar e o argentino sem querer dar esse sentimento pra ninguém, isso já dá o tom da película: a razão do argentino contrastando com a emoção de um chinês que vem para a América do sul procurar algum sentido em sua vida depois de um trágico acidente com sua noiva. Neste bom filme tem um pouco de tudo: comédia, drama e principalmente um bom roteiro, que por coincidência ou não sai de mais uma estória simples, essencialmente com emoção e por isso comove.
Um conto chinês, do Sebastián Borensztein- 2011 é mais uma aula cinematográfica argentina, fincando a bandeira deste país como principal produtor e realizador de bons filmes na América do Sul. Protagonizados por dois personagens: Um comerciante argentino rabugento (Ricardo Darín) e um chinês perdido local e emocionalmente (Ignacio Huang). Com o chinês com muito amor pra dar e o argentino sem querer dar esse sentimento pra ninguém, isso já dá o tom da película: a razão do argentino contrastando com a emoção de um chinês que vem para a América do sul procurar algum sentido em sua vida depois de um trágico acidente com sua noiva. Neste bom filme tem um pouco de tudo: comédia, drama e principalmente um bom roteiro, que por coincidência ou não sai de mais uma estória simples, essencialmente com emoção e por isso comove.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
L´Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância
L´Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância, de Bertrand Bonello – 2011 – França
Costumo comparar puta com freira, calma eu explico: É devida a disciplina de ambas as profissões e principalmente a entrega de corpo e alma delas. A película francesa ambientada na Paris de 1920 mostra uma casa de tolerância ao sexo, que vai ser charmoso assim lá na França. E o que escrever das prostitutas então; de uma clamurosidade, simpatia e beleza que me senti constrangido em não viver e aproveitar a Paris daqueles preciosos tempos. Porém sobre o filme, este se foca na dureza vida das putas luxuosas. Quando saí do cinema a primeira reflexão que fiz sobre o filme foi: É.., vida de puta realmente não é fácil. Voltando a película trata-se de um filme belíssimo mostrando que a primeira profissão do mundo requer muitos sacrifícios, porém tem seus privilégios também como, por exemplo, um banho de banheira cheia champagne de primeira qualidade. Todavia, o fato é que: essencialmente com banheira de champagne ou não a vida dessas profissionais é literalmente dura e quando não está tão assim dura, elas tem de darem um jeito para ficarem. O filme tem essa missão nobre: de abordar o perfil das mulheres que buscavam esse caminho na Europa de 1920: que eram jovens, bens jovens por sinal muitas vezes menores de idade que mentiam que tinham cartas de recomendações para o ofício, onde na época era obrigatória essa tal carta dos país. As mulheres ou meninas que buscavam esse caminho eram geralmente garotas de gênio forte afim de sua independência financeira, fugindo da "aba" de suas família, geralmente estas cercada de muitos problemas, além do principal: a própria pobreza, coisa não muito diferente dos dias de hoje, escreva-se de passagem. O filme é um primor de caracterização de figurino e locação da época mostrando as luxuosas casas de tolerância de luxo com todos os seus detalhes de requintes que iam desde os tapetes persas, os lustres, as porcelanas, os talheres de prata ou ouro em geral e até as fantasias que as profissionais teriam que atender dos seus clientes como, por exemplo, em uma determinada cena, uma dessas recém chegada a casa teria de se passar por uma gueixa japonese vestida para a finalidade para a satisfação de uma tara de mais um cliente exótico. Esse quesito da imaginação sexual dos clientes fora de fato alguns engraçados tamanha a criatividade dos próprios na casa, que era freqüentada por políticos e burgueses do local, ou seja, quem tinha bala na agulha, pois se tratava de uma casa de luxo, ora bolas. Um filme de de duas horas cravadas, que em algumas cenas se faz monótono e em outras se faz interessante. Quer uma sugestão? Vá ver, melhor que qualquer seriado ou filme em TV a cabo americano com certeza é, isso eu garanto, e se não concordar comigo pode cobrar o valor do ingresso que eu o (a) ressarciu.
Costumo comparar puta com freira, calma eu explico: É devida a disciplina de ambas as profissões e principalmente a entrega de corpo e alma delas. A película francesa ambientada na Paris de 1920 mostra uma casa de tolerância ao sexo, que vai ser charmoso assim lá na França. E o que escrever das prostitutas então; de uma clamurosidade, simpatia e beleza que me senti constrangido em não viver e aproveitar a Paris daqueles preciosos tempos. Porém sobre o filme, este se foca na dureza vida das putas luxuosas. Quando saí do cinema a primeira reflexão que fiz sobre o filme foi: É.., vida de puta realmente não é fácil. Voltando a película trata-se de um filme belíssimo mostrando que a primeira profissão do mundo requer muitos sacrifícios, porém tem seus privilégios também como, por exemplo, um banho de banheira cheia champagne de primeira qualidade. Todavia, o fato é que: essencialmente com banheira de champagne ou não a vida dessas profissionais é literalmente dura e quando não está tão assim dura, elas tem de darem um jeito para ficarem. O filme tem essa missão nobre: de abordar o perfil das mulheres que buscavam esse caminho na Europa de 1920: que eram jovens, bens jovens por sinal muitas vezes menores de idade que mentiam que tinham cartas de recomendações para o ofício, onde na época era obrigatória essa tal carta dos país. As mulheres ou meninas que buscavam esse caminho eram geralmente garotas de gênio forte afim de sua independência financeira, fugindo da "aba" de suas família, geralmente estas cercada de muitos problemas, além do principal: a própria pobreza, coisa não muito diferente dos dias de hoje, escreva-se de passagem. O filme é um primor de caracterização de figurino e locação da época mostrando as luxuosas casas de tolerância de luxo com todos os seus detalhes de requintes que iam desde os tapetes persas, os lustres, as porcelanas, os talheres de prata ou ouro em geral e até as fantasias que as profissionais teriam que atender dos seus clientes como, por exemplo, em uma determinada cena, uma dessas recém chegada a casa teria de se passar por uma gueixa japonese vestida para a finalidade para a satisfação de uma tara de mais um cliente exótico. Esse quesito da imaginação sexual dos clientes fora de fato alguns engraçados tamanha a criatividade dos próprios na casa, que era freqüentada por políticos e burgueses do local, ou seja, quem tinha bala na agulha, pois se tratava de uma casa de luxo, ora bolas. Um filme de de duas horas cravadas, que em algumas cenas se faz monótono e em outras se faz interessante. Quer uma sugestão? Vá ver, melhor que qualquer seriado ou filme em TV a cabo americano com certeza é, isso eu garanto, e se não concordar comigo pode cobrar o valor do ingresso que eu o (a) ressarciu.
Dois coelhos e Tomboy
Dois coelhos – dirigido, roteirizado e produzido por Afonso Poyart Brasil 2012 é um nacional de excelente qualidade que parece ser de outro país. Brincadeiras a parte com os filmes nacionais, este vale, de fato por seus slows motions em cenas bem feitos e uma direção de arte e roteiro encaixados, a película é um quebra-cabeças na selva de pedra chamada São Paulo, onde se aborda a corrupção e o julgamento de quem é bom ou quem é mal. Um filme para se pensar em valores humanos e como a sociedade nos faz de marionetes, onde na vida tudo é um jogo e ganha quem tem mais coragem e principalmente cartas na manga.
Tomboy (2011), da Céline Sciamma é uma deliciosa película francesa, leve como uma pluma e contestadora como uma Joana D’arc. Não se dá muito valor ao filme quando se lê somente sua sinopse, que é de uma família que muda de endereço e sua filha mais velha é a que mais se abala com a mudança de residência. Com essa nova e assustadora perspectiva de mudança de amigos, bairro e escola, a Tomboy começa a se descobrir um menino em um corpo de menina, e por isso, finge aos novos coleguinhas em ser realmente um menino, sendo até a craque nas peladas do novo bairro. O filme aborda de uma forma inteligente e pela ótica infantil as descobertas das escolhas sexuais, escolhas essas que muitas vezes já vem de nascença e a sociedade ainda insiste em fingir não ver, diagnosticando como anormal ou doença. Pobre sociedade mundial, que regrada por igrejas obsoletas não se vê um palmo perante os seus olhos. Um filme curto com temas abordados simples e normais, porém agradabilíssimo.
Tomboy (2011), da Céline Sciamma é uma deliciosa película francesa, leve como uma pluma e contestadora como uma Joana D’arc. Não se dá muito valor ao filme quando se lê somente sua sinopse, que é de uma família que muda de endereço e sua filha mais velha é a que mais se abala com a mudança de residência. Com essa nova e assustadora perspectiva de mudança de amigos, bairro e escola, a Tomboy começa a se descobrir um menino em um corpo de menina, e por isso, finge aos novos coleguinhas em ser realmente um menino, sendo até a craque nas peladas do novo bairro. O filme aborda de uma forma inteligente e pela ótica infantil as descobertas das escolhas sexuais, escolhas essas que muitas vezes já vem de nascença e a sociedade ainda insiste em fingir não ver, diagnosticando como anormal ou doença. Pobre sociedade mundial, que regrada por igrejas obsoletas não se vê um palmo perante os seus olhos. Um filme curto com temas abordados simples e normais, porém agradabilíssimo.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Minhas tardes com Margueritte, O garoto da bicicleta, Ladrões de bicicleta e Medianneras - a era do amor virtual.
Minhas tardes com Margueritte, dirigido e roteirizado pelo Jean Becker França 2011, conta a estória de um pedreiro de bom coração e uma literária idosa que tem seus últimos dias de visão cansada devido a uma catarata. O legal desse filme é que a Margarete, que é a idosa que costuma dar comida a pombos em uma praça e por assim conhece o tal pedreiro, interpretado por nada menos que o Gérard Depardieu. Começa-se então, através de uma amizade pura e sem interesses por ambas as partes a literária ensinar ao pedreiro a ler e tomar o gosto pela literatura. Resumindo: sem dúvidas um filme belíssimo por sua simplicidade e por abordar um tema importante a toda e qualquer pessoa: a amizade verdadeira e rara, que a cada dia com essa sociedade alienada e globolizada que só pensa em dinheiro. Pois bem, através dessa amizade inesperada por ambos o link da literatura os aproxima ainda mais, tornando o filme mais gradável ainda. Desses encontros ou dessas aulas de literatura e da vida dura de um pedreiro saem uma amizade até de certo ponto invejosa pela minha pessoa, de tanto que nos comove pela sua simplicidade e não só por isso,mas principalmente por sua verdade, que nos remete a reflexão que a amizade é a melhor coisa do mundo mesmo, depois vem as outras coisas.
O garoto da bicicleta, de Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne, França 2011, é um drama denso que envolve valores como: orfandade, adolescência, identidade e carência humana. Com um baita roteiro em mãos, seu diretor faz uma película longa, mas envolvedora do inicio ao fim, com um garoto que não cansa em correr em sua bicicleta atrás do seu pai e das suas perguntas existenciais. Selecionado ao festival de Cannes de 2011, o garoto da bicicleta mexe nas entranhas da sensibilidade humana e ao mesmo tempo afirma que por mais pessoas que estejam ou cuidando ou perto de você, a sua pessoa em seu íntimo de pensamentos estará sempre sozinha. O filme passa uma mensagem meio “Schoppenhagiana” nesse sentido, o que não está de todo errado, pois quando cortam aquele cordão do nosso umbigo quando nascemos, somos nós sós conhecendo e vivendo em um mundo de pessoas desconhidas, com algumas ajudas, claro, como país e amigos, mas de suma e fato essencialmente sozinhos. Um baita filme, e com um garoto pra lá de talentoso fazendo seu protagonista ( o Thomas Doret com onze anos de idade).
Ladrões de bicicleta de 1948, do Vittorio De Sicca - Itália é um clássico sem dúvidas e um dos melhores e mais emocionantes filmes que já vi. Não sei se é o meu lado italiano que escreve agora, mas o filme é um primor de aula de como viver: como partilhar as coisas e de como correr literalmente atrás das coisas que quer fazer, e de como rodar um filme em 1940, e isso tudo em plena segunda guerra mundial. Um presente pra quem estuda ou puramente admira a sétima arte. Que apareçam novos diretores como o Vittoria De Sicca e rápido, se possível.
Meddianeras, a era do amor virtual - 2011, Argentina, Espanha, Alemanha, mostra de forma muita bem argentina ou bem feita, que é a mesma coisa em minha modesta opinião, de como estão às relações humanas atualmente com a internet. Pra se ter uma idéia o protagonista da película na ficção passa mais de dois meses sem sair de casa para nada, somente pedindo coisas e fazendo compras pela internet, isso inclui: comidas, liquidos e até sexo, virtual claro, e também serviços de limpeza do seu apartamento atracado no centro da capital argentina. Apesar desse cárcere privado voluntário, quando o seu protagonista se presta a sair de seu cárcere e bota a cara na rua, o filme mostra sua leveza com um roteiro tão bem redondinho que fica impossível em não o classificar como ótimo. Apesar dessa solidão que a internet nos traz, a película mostra a generosidade das pessoas pela curiosidade de conhecer outros seres da sua espécie, a humana. Uma necessidade que a internet transmite ( estranhamente) em não ficarmos sozinhos, e de certo modo e perante a essa situação, as pessoas de certa maneira também ( não sei se por despero da solidão iminente )se entregam as pessoas a passam a confiá-las de uma maneira ainda "desconfiada", mas com o intuito de não morerem de tédio ou suicidio em uma tela de computador , fazem qualquer negócio. E acho que foi isso que o filme tentou transmitir: que apesar de toda tecnologia de hoje o homem samais nascerá para viver só, pois somos seres sociais, querendo ou não, faz parte de nossos genes querermos ver e conhecer pessoas da nossa espécie: a humana, ou quase isso.
O garoto da bicicleta, de Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne, França 2011, é um drama denso que envolve valores como: orfandade, adolescência, identidade e carência humana. Com um baita roteiro em mãos, seu diretor faz uma película longa, mas envolvedora do inicio ao fim, com um garoto que não cansa em correr em sua bicicleta atrás do seu pai e das suas perguntas existenciais. Selecionado ao festival de Cannes de 2011, o garoto da bicicleta mexe nas entranhas da sensibilidade humana e ao mesmo tempo afirma que por mais pessoas que estejam ou cuidando ou perto de você, a sua pessoa em seu íntimo de pensamentos estará sempre sozinha. O filme passa uma mensagem meio “Schoppenhagiana” nesse sentido, o que não está de todo errado, pois quando cortam aquele cordão do nosso umbigo quando nascemos, somos nós sós conhecendo e vivendo em um mundo de pessoas desconhidas, com algumas ajudas, claro, como país e amigos, mas de suma e fato essencialmente sozinhos. Um baita filme, e com um garoto pra lá de talentoso fazendo seu protagonista ( o Thomas Doret com onze anos de idade).
Ladrões de bicicleta de 1948, do Vittorio De Sicca - Itália é um clássico sem dúvidas e um dos melhores e mais emocionantes filmes que já vi. Não sei se é o meu lado italiano que escreve agora, mas o filme é um primor de aula de como viver: como partilhar as coisas e de como correr literalmente atrás das coisas que quer fazer, e de como rodar um filme em 1940, e isso tudo em plena segunda guerra mundial. Um presente pra quem estuda ou puramente admira a sétima arte. Que apareçam novos diretores como o Vittoria De Sicca e rápido, se possível.
Meddianeras, a era do amor virtual - 2011, Argentina, Espanha, Alemanha, mostra de forma muita bem argentina ou bem feita, que é a mesma coisa em minha modesta opinião, de como estão às relações humanas atualmente com a internet. Pra se ter uma idéia o protagonista da película na ficção passa mais de dois meses sem sair de casa para nada, somente pedindo coisas e fazendo compras pela internet, isso inclui: comidas, liquidos e até sexo, virtual claro, e também serviços de limpeza do seu apartamento atracado no centro da capital argentina. Apesar desse cárcere privado voluntário, quando o seu protagonista se presta a sair de seu cárcere e bota a cara na rua, o filme mostra sua leveza com um roteiro tão bem redondinho que fica impossível em não o classificar como ótimo. Apesar dessa solidão que a internet nos traz, a película mostra a generosidade das pessoas pela curiosidade de conhecer outros seres da sua espécie, a humana. Uma necessidade que a internet transmite ( estranhamente) em não ficarmos sozinhos, e de certo modo e perante a essa situação, as pessoas de certa maneira também ( não sei se por despero da solidão iminente )se entregam as pessoas a passam a confiá-las de uma maneira ainda "desconfiada", mas com o intuito de não morerem de tédio ou suicidio em uma tela de computador , fazem qualquer negócio. E acho que foi isso que o filme tentou transmitir: que apesar de toda tecnologia de hoje o homem samais nascerá para viver só, pois somos seres sociais, querendo ou não, faz parte de nossos genes querermos ver e conhecer pessoas da nossa espécie: a humana, ou quase isso.
Sherlock Holmes 2 O Jogo de Sombras, A onda e Os deuses devem estar loucos.
Saí do cinema com um ar de “quero mais”depois de assistir ao Sherlock Holmes 2 O Jogo de Sombras (2011), do Guy Ritchie, que cá pra nós, é bem inferior ao anterior. Com um roteiro onde seu protagonista (Robert Downey Jr., o mesmo do Homem de ferro) é mais que um detetive e sim um mago, adivinhando as coisas que acontecem antes de acontecer, o filme ainda assim vale ser assistido pelo enredo de sua estória, onde agora temos inicialmente um detetive meio louco de insônia e tabaco com o seu fiel parceiro: o médico Dr. John Watson ( Jude Law ) que forçosamente "deixa no altar" uma bela mulher, interpretada pela Rachel McAdams, para ajudar o famoso detetive das estórias de quadrinhos em mais uma missão, digamos quase impossível, pois se fosse esta já seria outro filme, que cá pra nós, não é muito diferente desse daqui, onde já se teve na versão anterior um detetive mais sagaz e engraçado, sendo nessa película atual apenas um viciado em adrenalina; porém pelas imagens de locações e figurinos de época e com um roteiro de certo modo encaixado, sem deixar brechas para erros de interpretações,vale ser visto.
A onda, do Dennis Gansel ( 2008 ) Alemanha. Não cutuque onça com vara curta. Com este jargão sintetizamos essa película onde mostra que o Neonazismo está mais vivo do que nunca.
É o seguinte: com um professor no minimo suspeito a ser adepto do neonazismo em Berlim em pleno século XXI, inicia-se uma série de aulas para seus vulgos inocentes e adolescentes alunos alemãeszinhos cujo o tema é a Autocracia, ou seja, auto governar-se, tema bem sugestivo para "alarmes coletivos", escreva-se de passagem. Pois bem, com essa "deixa" para o maluco do teacher passar seus ensinamentos fascistas aos alunos , cria-se um grupo onde todos defendem todos: todos podem fazer tudo para divulgarem e apavorarem com os conceitos ensinados em sala de aula para defender o seu grupo: no caso entitulado como A onda este tal movimento, e com site,logomarca e tudo mais que tinham direito. O problema passa a se tornar sério quando os alunos compram a idéia dessa ideologia desse já professor doidinho e apavoram Berlim, apavoram tanto que na pelicula até os anarquistas afrouxam e correm do pau, tamanha a popularidade dessa brincadeira escolar, brincadeira, escreva-se de passagem, com absoluta lucidez com a quem organizou e impôs ( the teacher). Tanto é que o final do filme mostra-se o professor saindo em uma viatura algemado , porém com um sorriso leve entre as faces, como a do assassino em série na Dinamarca em 2011. Isso me fez pensar que o roteirista do filme de fato é um neonazista ou simpatizante, e pelo fato de a segunda Guerra mundial ser tão recente o mundo ainda anda cheio de “adoradores de Hittler”, principalmente no seu país, a Alemanha. Porém, levando-se em conta o filme o classifico como bom, pois é agil, atual e bem feito.
Os deuses devem estar loucos , do Jamie Uys (1980) Esse filme é muito interessante por colocar em foco questões ambientais, e inserir o refrigerante da Coca-cola como principal símbolo do capitalismo. A estória se passa na África numa tribo que sequer viu um homem branco, quem dirás uma coca-cola, esta que por sua vez vez caí do céu, ou de um avião arremessada por um transeunte mal educado ecologicamente, no mínimo. Então depois de muitos experimentos com a garrafa de coca cola, como fazer tranças nas mulheres, instrumento musical e para socar a mandioca para fazer alimentos, esta acaba trazendo problemas a tribo como a inveja, onde todos queriam a garrafa agora, de modo que não dava, pois só existia uma. Com isso, o cacique Môr, decide mandar a tal garrafa, vazia, ao fim do mundo, achando que aquilo ali veio do inferno para acabar com a paz dantes então da sua intocada tribo de sentimentos de não coletividade. Com a decisão tomada o cacique segue ao fim do mundo, que é cerca de quarenta dias de caminhada da sua tribo. Porém no decorrer desse percurso o cacique encontra coisas estranhas, como homens e mulheres brancas com peles finas e forasteiros, a partir daí a pelícila se torna menos documental e mais fictícia. Porém o que vale ressaltar do filme é o link que o diretor faz da garrafa da coca-cola com uma tribo africana virgem, inicialmente trazendo alegria e a posteriori trazendo tumulto e desavenças. Assim como é mais ou menos no capitalismo também: uma grande novidade no ínicio e suas consequências depois . Não acho, de modo algum, que o comunismo ou outra forma de governo seja menos maléfica do que o próprio capitalismo, acho que este continua sendo o menos pior para nos governar com o mercado ditando o ritmo, porém esse filme nos faz refletir de como essa forma de sistema pode ser benefíca ou malefíca, dependendo da forma que for usá-la. Mas isso já uma questão política, porém sobre o filme, se estiver afim de ver alguma coisa diferente do que é acustumado ver, vale a pena, a parte inicial documental é bem interessante e bem sacada
A onda, do Dennis Gansel ( 2008 ) Alemanha. Não cutuque onça com vara curta. Com este jargão sintetizamos essa película onde mostra que o Neonazismo está mais vivo do que nunca.
É o seguinte: com um professor no minimo suspeito a ser adepto do neonazismo em Berlim em pleno século XXI, inicia-se uma série de aulas para seus vulgos inocentes e adolescentes alunos alemãeszinhos cujo o tema é a Autocracia, ou seja, auto governar-se, tema bem sugestivo para "alarmes coletivos", escreva-se de passagem. Pois bem, com essa "deixa" para o maluco do teacher passar seus ensinamentos fascistas aos alunos , cria-se um grupo onde todos defendem todos: todos podem fazer tudo para divulgarem e apavorarem com os conceitos ensinados em sala de aula para defender o seu grupo: no caso entitulado como A onda este tal movimento, e com site,logomarca e tudo mais que tinham direito. O problema passa a se tornar sério quando os alunos compram a idéia dessa ideologia desse já professor doidinho e apavoram Berlim, apavoram tanto que na pelicula até os anarquistas afrouxam e correm do pau, tamanha a popularidade dessa brincadeira escolar, brincadeira, escreva-se de passagem, com absoluta lucidez com a quem organizou e impôs ( the teacher). Tanto é que o final do filme mostra-se o professor saindo em uma viatura algemado , porém com um sorriso leve entre as faces, como a do assassino em série na Dinamarca em 2011. Isso me fez pensar que o roteirista do filme de fato é um neonazista ou simpatizante, e pelo fato de a segunda Guerra mundial ser tão recente o mundo ainda anda cheio de “adoradores de Hittler”, principalmente no seu país, a Alemanha. Porém, levando-se em conta o filme o classifico como bom, pois é agil, atual e bem feito.
Os deuses devem estar loucos , do Jamie Uys (1980) Esse filme é muito interessante por colocar em foco questões ambientais, e inserir o refrigerante da Coca-cola como principal símbolo do capitalismo. A estória se passa na África numa tribo que sequer viu um homem branco, quem dirás uma coca-cola, esta que por sua vez vez caí do céu, ou de um avião arremessada por um transeunte mal educado ecologicamente, no mínimo. Então depois de muitos experimentos com a garrafa de coca cola, como fazer tranças nas mulheres, instrumento musical e para socar a mandioca para fazer alimentos, esta acaba trazendo problemas a tribo como a inveja, onde todos queriam a garrafa agora, de modo que não dava, pois só existia uma. Com isso, o cacique Môr, decide mandar a tal garrafa, vazia, ao fim do mundo, achando que aquilo ali veio do inferno para acabar com a paz dantes então da sua intocada tribo de sentimentos de não coletividade. Com a decisão tomada o cacique segue ao fim do mundo, que é cerca de quarenta dias de caminhada da sua tribo. Porém no decorrer desse percurso o cacique encontra coisas estranhas, como homens e mulheres brancas com peles finas e forasteiros, a partir daí a pelícila se torna menos documental e mais fictícia. Porém o que vale ressaltar do filme é o link que o diretor faz da garrafa da coca-cola com uma tribo africana virgem, inicialmente trazendo alegria e a posteriori trazendo tumulto e desavenças. Assim como é mais ou menos no capitalismo também: uma grande novidade no ínicio e suas consequências depois . Não acho, de modo algum, que o comunismo ou outra forma de governo seja menos maléfica do que o próprio capitalismo, acho que este continua sendo o menos pior para nos governar com o mercado ditando o ritmo, porém esse filme nos faz refletir de como essa forma de sistema pode ser benefíca ou malefíca, dependendo da forma que for usá-la. Mas isso já uma questão política, porém sobre o filme, se estiver afim de ver alguma coisa diferente do que é acustumado ver, vale a pena, a parte inicial documental é bem interessante e bem sacada
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O ultimo dançarino de Mao, a Pele que Habito e o Palhaço
O ultimo dançarino de Mao do Bruce Beresford- Áustria 2009 é antes de artistico, um filme politico. Conta a estória de um chinezinho que mora num interior daquele país cujo sonho é sair de lá para a capital Pequim. Porém seus dotes artisiticos o levaram muito mais do que a capital comunista chinesa, e sim para o país centro do capitalismo, os Estados Unidos da América. Pense numa transformação de uma pessoa que se criou em um interior distante chinês e de repente, graças a seu talento, se vê morando e convivendo com norte-americanos , onde para eles quase tudo é descartável, inclusive em suas relações pessoais, ao menos na visão chinesa comunista do protagonista. O choque é enorme para o talentoso bailarino no inicio da era comunista chinesa, e ele como representante no país do inimigo politico. Trata-se de um filme biográfico, ou seja, essa estória de vera aconteceu, porém vem aquela velha máxima que volta e meia sempre coloco em questão: Será que toda biografria se transforma em um bom filme? Nesse caso, infelizmente não, apesar de abordar as distancias culturais e politicas entre o capitalismo e o comunismo ou a China e os Estados Unidos, que são as duas potências econômicas mundiais atualmente. A película é longa demais e por muitas vezes sem ritmo, monótona com a preocupação em abordar divergências sociais entre o seu protagonista e os outros personagens do filme, esquecendo que além disso tinha-se que “bolar” um roteiro mais articulado e ágil, coisa que faltou, e muito, escreva-se de passagem.
A pele que habito – Espanha 2011 é mais uma obra-prima do Almodóvar, Mais um filme com sua marca registrada com um estilo e uma elegância que foge do padrão comum, tornando um dos principais cineastas dos nossos tempos. Com uma capacidade criacional enorme, apesar de sempre abordar a sua bandeira pessoal do homossexualismo, e neste filme foi um pouco mais além, agora abordando o bissexual ismo fazendo uma película de duas horas que te cativa do inicio ao fim, pois cada fala dos personagens são pistas para a cena seguinte e para entender a genialidade do roteiro do filme. O Almodóvar é um tipo de cineasta que sempre vem para dar um tapa na cara bem dado na cara dos moralistas de plantão, sempre com estórias que apesar de se ter sempre de uma forma ou outra a homossexualidade debatida, sempre se renova colocando outros “tabus” em questão, no caso deste belo filme vêm à discussão da livre troca de sexo e a questão da jovialidade humana: fica a pergunta até que ponto a nossa ciência anda progredindo nesse sentido, afinal ninguém quer morrer, e se a ciência for capaz, o que ainda não é, escreva-se de passagem, para nos dar uma forçinha a gente possuir uma pele mais macia e saudável por mais tempo, por exemplo, agradeceríamos. O filme envolve o tema das células tronco também e mostra como ainda a nossa sociedade é atrasada em todos esses sentidos: desde a opção de mudança de sexo, como o assunto das células tronco (que cá pra nós, a nossa querida igreja católica freia burra e bruscamente), e o desenvolvimento de novas pesquisas para se viver mais e melhor. Resumiria o filme com uma pergunta que me fiz quando saí do cinema abarrotado: A vida vai ser sempre isso daí, vamos ser menos hipócritas e melhorar um pouco isso aqui que chamamos de mundo, e em evolução, pois o medo do novo paralisa.
O Palhaço - Brasil 2011 é sem dúvidas um belo filme: sensível, tocante, bem feito, um dos melhores nacionais de 2011, senão o melhor. Porem é com esse parâmetro de comparação que observo que o cinema brasileiro anda bem atrás do cinema argentino por exemplo. Em 2011, de argentinos melhores que o filme do Selton Mello, vi o Medianerras, um conto chinês e pelos menos mais uns três melhores que o considerado por mim como melhor filme nacional do ano passado. Isso não é uma crítica aos filmes produzidos no país, mas sim a Ancine, que coloca muita merda nas telas por terem atores “de peso” e deixa de lado melhores filmes com melhores roteiros para a clandestinidade. Por essa questão política que o cinema nacional ainda engatinha em relação aos países que fazem filmes bons. Na Argentina tem-se uma política para o audiovisual interessante, onde quando o filme não se tem boa bilheteria, ele sai dos cinemas, quando se tem boas bilheterias ele fica. Mas isso aqui no Brasil não funcionaria, acho eu, pois passa de uma questão de cultura e educação. Os nossos hermanos portenhos podem ser marrentos e até chatos com sua empáfia, mas em Buenos Aires em cada esquina tem um sebo, e a média de livro per capita é bem maior que nós. Mas o Palhaço é muito bom, vale ser visto, foge o padrão dos recordes nacionais de bilheteria como Tropas de Elite I e II.
A pele que habito – Espanha 2011 é mais uma obra-prima do Almodóvar, Mais um filme com sua marca registrada com um estilo e uma elegância que foge do padrão comum, tornando um dos principais cineastas dos nossos tempos. Com uma capacidade criacional enorme, apesar de sempre abordar a sua bandeira pessoal do homossexualismo, e neste filme foi um pouco mais além, agora abordando o bissexual ismo fazendo uma película de duas horas que te cativa do inicio ao fim, pois cada fala dos personagens são pistas para a cena seguinte e para entender a genialidade do roteiro do filme. O Almodóvar é um tipo de cineasta que sempre vem para dar um tapa na cara bem dado na cara dos moralistas de plantão, sempre com estórias que apesar de se ter sempre de uma forma ou outra a homossexualidade debatida, sempre se renova colocando outros “tabus” em questão, no caso deste belo filme vêm à discussão da livre troca de sexo e a questão da jovialidade humana: fica a pergunta até que ponto a nossa ciência anda progredindo nesse sentido, afinal ninguém quer morrer, e se a ciência for capaz, o que ainda não é, escreva-se de passagem, para nos dar uma forçinha a gente possuir uma pele mais macia e saudável por mais tempo, por exemplo, agradeceríamos. O filme envolve o tema das células tronco também e mostra como ainda a nossa sociedade é atrasada em todos esses sentidos: desde a opção de mudança de sexo, como o assunto das células tronco (que cá pra nós, a nossa querida igreja católica freia burra e bruscamente), e o desenvolvimento de novas pesquisas para se viver mais e melhor. Resumiria o filme com uma pergunta que me fiz quando saí do cinema abarrotado: A vida vai ser sempre isso daí, vamos ser menos hipócritas e melhorar um pouco isso aqui que chamamos de mundo, e em evolução, pois o medo do novo paralisa.
O Palhaço - Brasil 2011 é sem dúvidas um belo filme: sensível, tocante, bem feito, um dos melhores nacionais de 2011, senão o melhor. Porem é com esse parâmetro de comparação que observo que o cinema brasileiro anda bem atrás do cinema argentino por exemplo. Em 2011, de argentinos melhores que o filme do Selton Mello, vi o Medianerras, um conto chinês e pelos menos mais uns três melhores que o considerado por mim como melhor filme nacional do ano passado. Isso não é uma crítica aos filmes produzidos no país, mas sim a Ancine, que coloca muita merda nas telas por terem atores “de peso” e deixa de lado melhores filmes com melhores roteiros para a clandestinidade. Por essa questão política que o cinema nacional ainda engatinha em relação aos países que fazem filmes bons. Na Argentina tem-se uma política para o audiovisual interessante, onde quando o filme não se tem boa bilheteria, ele sai dos cinemas, quando se tem boas bilheterias ele fica. Mas isso aqui no Brasil não funcionaria, acho eu, pois passa de uma questão de cultura e educação. Os nossos hermanos portenhos podem ser marrentos e até chatos com sua empáfia, mas em Buenos Aires em cada esquina tem um sebo, e a média de livro per capita é bem maior que nós. Mas o Palhaço é muito bom, vale ser visto, foge o padrão dos recordes nacionais de bilheteria como Tropas de Elite I e II.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Salve geral, Imortais, Oito e meio, Tudo pelo poder, Compramos um zoológico e Missão impossível IV – Protocolo fantasma
Salve geral, do Sergio Rezende, 2009 Brasil. Antes da crítica, vai o meu salve a hipocrisia do judiciário brasileiro, pela sua lerdeza e incompetência, o que é justamente que o filme se propõe a tratar. A película conta a estória do PCC, a facção que põe ordem nos presídios do país, onde antes aconteciam muitos crimes nas celas por atritos dos próprios presos, o PCC veio pra colocar ordem no galinheiro onde agora não se podia brigar, teria que existir irmandade entre os presos e nada de crack nas celas. Com o lema liberdade, igualdade e justiça o PCC é hoje a grande potencia do nosso mercado negro ou poder paralelo brasileiro. Um filme que mostra as cortinas escondidas de nosso país em que a mídia e o governo insistem em não mostrar a população o lado obscuro da nossa sociedade. O filme vale ser visto pela estória do PCC, ao qual muitos desconhecem.
Imortais, de Tarsem Singh 2011 USA é uma película bem feita, isso não posso negar. Trata-se de um épico com uma estória interessante do bem contra o mau, da fé contra o cetiscismo, onde o protagonista Tesus tem o auxilio dos deuses propriamente ditos e vindos do céu sem pleonasmos, e por isso mesmo sempre ganha as batalhas. O que se vale comentar sobre esse épico holiudiano são os efeitos especiais nas batalhas e a mensagem do inicio e do final do filme: Homens corajosos e íntegros viram eternos. Por simplesmente esse motivo se vale propor ser integro: para se tornar “um certo Deus” algum dia, se é que alguém tem essa pretensão, a qual duvido muito, pois a maioria pensa só no dia de amanha e nada mais. Integridade nos dias de hoje pode ser até uma utopia, mas temos a missão em insistí-la, senão pra que valeria o mundo? Bonita essa a mensagem do filme: Integridade importante e o que falta nos nossos dias. A película se torna atual nesse sentido, apesar de ser um épico.
8 e meio, do mito italiano Felinni. Assisti a esse filme por obrigação de cinéfilo, depois fui ver porque era tão importante assim assisti-lo: foi o filme que mudou a narração cinematográfica colocando o tempo e a mente dos personagens na película além dos diálogos, porem sinceramente, pode ser até ignorância minha, mais achei demasiado longo, mais para a época foi importante pra o que temos assistindo hoje, foi revolucionário mil anos atrás, hoje: chato.
Tudo pelo poder, dirigido e roteirizado por George Clooney (USA 2011) conta a estória dos bastidores de uma campanha política. No caso, de uma eleição presidencial norte americana de um candidato democrata onde o principal marqueteiro se vê traído por um dos seus “braços direitos”, tendo que tomar medidas ferrenhas para a campanha não ir escada abaixo. O filme te prende pela arquitetura que é fazer uma campanha política e o poder através dessa película de desbravar esse “mundo” das campanhas, onde literalmente tudo se vale. Três ou quatro meses de muito trabalho e cansaço: isso é um resumo de uma campanha política, onde muitas vezes, o inimigo não é o seu adversário das urnas, mas o que está mais próximo de você, te olhando, te calculando, te cutucando sem você o ver e você terá descobrir isso tudo, caso queira ganhar uma eleição. Um filme atual, bem feito com inicio, meio e fim e produzido por um cara conectado com que se anda acontecendo aos nossos dias.
Compramos um zoológico , de Cameron Crowe Usa 2011 sinceramente é uma estória verídica bastante desinteressante em película, ao menos pra mim isso pareceu. Não é porque fulano compra um zoológico que se pode ter um bom roteiro pra ser rodado um filme. Uma película chata, longa e muitíssimo norte americano, no seu sentido mais negativo possível.
Não indico, nem pela sua bela atriz Scarlet Jonhassom estando no filme fazendo um fraco e apagado personagem de uma veterinária tabaroa e ignorante.
Missão impossível IV – Protocolo fantasma, dirigido por Brad Bird e roteirizado por J.J. Abrams Usa 2011 é um filme de ação com muitas “culhudas” bem feitas e uma logística de imagens muito bem tramada. Roteiro por roteiro: não se vale comentar em filmes de ação, mas o filme vale por ser bem desenhado no sentido de as cenas de ações levarem a outras metas de forma clara e objetiva. Com um protagonista que por vezes exagera em empáfia, a película se salva com sua complexa e interessante rede de inteligência informatizada, transformando o filme em ágil e agradável, Quem tiver afim de um pouco de adrenalina, vale ver.
Imortais, de Tarsem Singh 2011 USA é uma película bem feita, isso não posso negar. Trata-se de um épico com uma estória interessante do bem contra o mau, da fé contra o cetiscismo, onde o protagonista Tesus tem o auxilio dos deuses propriamente ditos e vindos do céu sem pleonasmos, e por isso mesmo sempre ganha as batalhas. O que se vale comentar sobre esse épico holiudiano são os efeitos especiais nas batalhas e a mensagem do inicio e do final do filme: Homens corajosos e íntegros viram eternos. Por simplesmente esse motivo se vale propor ser integro: para se tornar “um certo Deus” algum dia, se é que alguém tem essa pretensão, a qual duvido muito, pois a maioria pensa só no dia de amanha e nada mais. Integridade nos dias de hoje pode ser até uma utopia, mas temos a missão em insistí-la, senão pra que valeria o mundo? Bonita essa a mensagem do filme: Integridade importante e o que falta nos nossos dias. A película se torna atual nesse sentido, apesar de ser um épico.
8 e meio, do mito italiano Felinni. Assisti a esse filme por obrigação de cinéfilo, depois fui ver porque era tão importante assim assisti-lo: foi o filme que mudou a narração cinematográfica colocando o tempo e a mente dos personagens na película além dos diálogos, porem sinceramente, pode ser até ignorância minha, mais achei demasiado longo, mais para a época foi importante pra o que temos assistindo hoje, foi revolucionário mil anos atrás, hoje: chato.
Tudo pelo poder, dirigido e roteirizado por George Clooney (USA 2011) conta a estória dos bastidores de uma campanha política. No caso, de uma eleição presidencial norte americana de um candidato democrata onde o principal marqueteiro se vê traído por um dos seus “braços direitos”, tendo que tomar medidas ferrenhas para a campanha não ir escada abaixo. O filme te prende pela arquitetura que é fazer uma campanha política e o poder através dessa película de desbravar esse “mundo” das campanhas, onde literalmente tudo se vale. Três ou quatro meses de muito trabalho e cansaço: isso é um resumo de uma campanha política, onde muitas vezes, o inimigo não é o seu adversário das urnas, mas o que está mais próximo de você, te olhando, te calculando, te cutucando sem você o ver e você terá descobrir isso tudo, caso queira ganhar uma eleição. Um filme atual, bem feito com inicio, meio e fim e produzido por um cara conectado com que se anda acontecendo aos nossos dias.
Compramos um zoológico , de Cameron Crowe Usa 2011 sinceramente é uma estória verídica bastante desinteressante em película, ao menos pra mim isso pareceu. Não é porque fulano compra um zoológico que se pode ter um bom roteiro pra ser rodado um filme. Uma película chata, longa e muitíssimo norte americano, no seu sentido mais negativo possível.
Não indico, nem pela sua bela atriz Scarlet Jonhassom estando no filme fazendo um fraco e apagado personagem de uma veterinária tabaroa e ignorante.
Missão impossível IV – Protocolo fantasma, dirigido por Brad Bird e roteirizado por J.J. Abrams Usa 2011 é um filme de ação com muitas “culhudas” bem feitas e uma logística de imagens muito bem tramada. Roteiro por roteiro: não se vale comentar em filmes de ação, mas o filme vale por ser bem desenhado no sentido de as cenas de ações levarem a outras metas de forma clara e objetiva. Com um protagonista que por vezes exagera em empáfia, a película se salva com sua complexa e interessante rede de inteligência informatizada, transformando o filme em ágil e agradável, Quem tiver afim de um pouco de adrenalina, vale ver.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Pérolas francesas: Adeus, primeiro amor, A chave de Sarah e Os nomes do amor
Adeus, primeiro amor, dirigido e roteirizado por Mia Hansen-Love 2011, trata-se de uma atípica película francesa, digo atípica, pois de alguma forma foge dos tradicionais clichês filmes franceses, apesar de ser todo rodado em Paris, o que embeleza ainda mais o que foi visto. O enredo é de uma menina sonhadora que coloca o amor antes de tudo, e por isso mesmo melancólica, e de um rapaz mais aventureiro, a fim de desbravar o mundo. O filme é bom porque toca nos melindres dos sentimentos mais fortes humanos: a capacidade de amar e ser amado ou até a possibilidade de colocar este como plano de primeira categoria ou importância. Podemos classificar, se é que podemos fazer isso, como um filme francês evoluído, pois não perde a essência das boas películas produzidas por aquele país e vai um pouco mais além, se desnudando dos seus valores morais colocando o amor como principal, um filme poético, e da frança neste gênero com tanto desprendimento foi o primeiro que vi assim. Essa parada da condição de carência humana foi abordada também, até que ponto somos nós ou somos os outros, até onde vai seu poder de dar-se ao amor ou não? E não duvide: este só chega até você uma vez na vida, na minha ainda não chegou e na sua?
As chaves de Sarah (2011) – fenomenal muito bonito é sem dúvida o filme francês mais “cabeça” da semana, do diretor Gilles Paquet- Brenner e que de fato, me levou as lágrimas com seu roteiro. Tudo começa de uma mera curiosidade jornalística por parte da sua belíssima quarentona protagonista (Julia Jarmond), a fim de desvendar o desaparecimento na década de 1940 de oito mil judeus. A estória se desenrola mesmo quando essa jornalista aluga um apartamento que tinha sido morado por uma família vitima judia da época. Pesquisando ali e acolá, ela chega a uma menina que morava lá: a tal da Sarah, então ela corre mundo atrás dela descobrindo sua estória de vida que me emocionou e certamente emocionará você também, se tiver a mínima sensibilidade de admirar as coisas que de fato tem de serem admiradas nessa vida. Uma película tocante mexe com nossas entranhas de alma quase duas horas de puro êxtase aos amantes da sétima arte, um orgasmo cinematográfico.
Os nomes do amor de Michel Leclerc 2011– filme francês com narrativas e linhagens temporais interessantes, o inteligente e engraçado longa francês cativa. Conta duas estórias entrecruzadas: a de uma mulher chamada Bahia, fruto do casamento de um muçulmano argelino artista e uma extremo-esquerdista hippie francesa, e de um veterinário não muito sortudo com o sexo oposto com pai e mãe obsecados por matemática e extremamente direitistas e racionais, guardando os segredos ocultos da família principalmente e até do seu filho, o tal veterinário, com uma vida bastante pacata, diga-se de passagem. Os dois extremos: Bahia e o veterinário tinham tudo para não darem certo, e de fato a maior parte da película não deram mesmo. A Bahia com sua teoria de transformar a cabeça de homens de direita na cama e o tal veterinário que era obcecado por vírus oriundos de animais passaram encontros e desencontros com a primeira querendo mudar o mundo e o segundo tentando entender o que ela queria de fato. Película bastante instigante, mais uma aula do cinema francês.
As chaves de Sarah (2011) – fenomenal muito bonito é sem dúvida o filme francês mais “cabeça” da semana, do diretor Gilles Paquet- Brenner e que de fato, me levou as lágrimas com seu roteiro. Tudo começa de uma mera curiosidade jornalística por parte da sua belíssima quarentona protagonista (Julia Jarmond), a fim de desvendar o desaparecimento na década de 1940 de oito mil judeus. A estória se desenrola mesmo quando essa jornalista aluga um apartamento que tinha sido morado por uma família vitima judia da época. Pesquisando ali e acolá, ela chega a uma menina que morava lá: a tal da Sarah, então ela corre mundo atrás dela descobrindo sua estória de vida que me emocionou e certamente emocionará você também, se tiver a mínima sensibilidade de admirar as coisas que de fato tem de serem admiradas nessa vida. Uma película tocante mexe com nossas entranhas de alma quase duas horas de puro êxtase aos amantes da sétima arte, um orgasmo cinematográfico.
Os nomes do amor de Michel Leclerc 2011– filme francês com narrativas e linhagens temporais interessantes, o inteligente e engraçado longa francês cativa. Conta duas estórias entrecruzadas: a de uma mulher chamada Bahia, fruto do casamento de um muçulmano argelino artista e uma extremo-esquerdista hippie francesa, e de um veterinário não muito sortudo com o sexo oposto com pai e mãe obsecados por matemática e extremamente direitistas e racionais, guardando os segredos ocultos da família principalmente e até do seu filho, o tal veterinário, com uma vida bastante pacata, diga-se de passagem. Os dois extremos: Bahia e o veterinário tinham tudo para não darem certo, e de fato a maior parte da película não deram mesmo. A Bahia com sua teoria de transformar a cabeça de homens de direita na cama e o tal veterinário que era obcecado por vírus oriundos de animais passaram encontros e desencontros com a primeira querendo mudar o mundo e o segundo tentando entender o que ela queria de fato. Película bastante instigante, mais uma aula do cinema francês.
domingo, 23 de outubro de 2011
Castelo animado, Direito de amar, Paraíso a Oeste e Contra Parede
Paraíso a Oeste, do Costra-Gavras 2009 França, é um drama que muitas vezes se dissolve em comédia pelas situações em que o protagonista, que é um imigrante da costa norte africana se esbarra. Se passando em funcionário de um resort que fica em frente a uma praia de nudismo no litoral francês. Lá ele conhece, além de algumas mulheres carentes e belas, um ilusionista que o promete emprego em Paris. Imagina: um cara sem perspectiva nenhuma pra nada que foge de barquinho da África em meio a chuvas, tempestades deixando mortos alguns amigos de infância por esse tortuoso caminho, e aí vem um mágico e diz que vai arrumar trampo pro cara, mas é claro que ele acredita no tal mágico e vai a Paris atrás dele. O final do filme é dramático assim como é a estória de imigração daqueles lados. Dramático, porém magnífico, pois quando chega à cidade luz, apesar de tomar um fora do mágico, ele já está em outra realidade de fato, e lá se vira como pode e saindo de regimes de ditadura do seu país de origem e conhecendo de fato a sua liberdade, tudo vira lucro. Emocionante película que nos mostra que dar o primeiro passo é mesmo um “primeiro passo” e talvez o mais importante.
Contra parede, dirigido e roteirizado pelo turco Fatih Akin 2004, trata-se de uma visceral película produzida pelo leste Europeu de boa qualidade. O enredo conta a estória de um casamento arrumado para fugir da imigração entre um alemão e uma turca em Berlim. O alemão além de ser um porra louca total era turco, e a turca que inicialmente era uma anja passou a entrar nas barcas do seu marido arrumado e é aí que a película começa a tornar-se interessante, pois o alemão que dizia foda-se a todos e tudo passou a sentir algo pela turca anja, a se apaixonar, que a essa altura ela já dava pra meia Berlim. Mais um filme com uma boa e simples estória de um cara bêbado, desempregado, revoltado e uma menina guiada por sua família e quando ela se chega à fase adulta não sabe o que fazer da vida, juntando-se então por via ou circunstância ao primeiro maluco a querê-la. Bom roteiro, sempre com situações que esses dois personagens ficam contra parede: ora por seus temperamentos ora por temperamentos dos outros ou dos meios que arrumam para resolverem seus problemas. Contra parede esclarece e assina abaixo um jargão batido, porém certo até hoje: como os opostos realmente se atraem.
O castelo animado do Hayao Miyazaki 2004 (Japão- EUA) é uma animação japonesa muito bem feita e com um roteiro não só para criança ver. Mexe com magia, e mexe também com o tema da “velhice” que algumas pessoas com pouca idade carregam dentro de si e por contraponto a juventude de pessoas que tem mais idade carregam dentro de si. Assim como no filme é a vida: você escolhe se quer ser novo ou velho. Tudo é uma questão de espírito.
Direito de amar, dirigido pelo estreante Tom Ford 2009 (EUA) foi um filme revisto por mim depois de algum tempo. Da segunda vez que assisti absorvi da película coisas dantes não vistas na primeira ocasião. O filme conta o relacionamento acabado entre dois homossexuais graças a um acidente de carro. Aí o que fica vivo quer morrer o tempo todo no filme. Sinceramente não gostei, achei muito down, pra baixo, e por isso não recomendo. Quando escrevo que absorvi um pouco mais do filme agora do que em comparação há em tê-lo visto dois anos nos cinemas foi pelo fato de ver a película com menos preconceito, mas com algum ainda, confesso. Ainda assim com meu preconceito machista lapidado durante esses dois anos, acho ainda que existam películas melhores que trate do assunto: causas de amor perdido por morte. É uma opinião totalmente subjetiva minha, visto que esse filme teve duas indicações ao Globo de Ouro, então se ficou curioso alugue-o e tire suas próprias conclusões.
Contra parede, dirigido e roteirizado pelo turco Fatih Akin 2004, trata-se de uma visceral película produzida pelo leste Europeu de boa qualidade. O enredo conta a estória de um casamento arrumado para fugir da imigração entre um alemão e uma turca em Berlim. O alemão além de ser um porra louca total era turco, e a turca que inicialmente era uma anja passou a entrar nas barcas do seu marido arrumado e é aí que a película começa a tornar-se interessante, pois o alemão que dizia foda-se a todos e tudo passou a sentir algo pela turca anja, a se apaixonar, que a essa altura ela já dava pra meia Berlim. Mais um filme com uma boa e simples estória de um cara bêbado, desempregado, revoltado e uma menina guiada por sua família e quando ela se chega à fase adulta não sabe o que fazer da vida, juntando-se então por via ou circunstância ao primeiro maluco a querê-la. Bom roteiro, sempre com situações que esses dois personagens ficam contra parede: ora por seus temperamentos ora por temperamentos dos outros ou dos meios que arrumam para resolverem seus problemas. Contra parede esclarece e assina abaixo um jargão batido, porém certo até hoje: como os opostos realmente se atraem.
O castelo animado do Hayao Miyazaki 2004 (Japão- EUA) é uma animação japonesa muito bem feita e com um roteiro não só para criança ver. Mexe com magia, e mexe também com o tema da “velhice” que algumas pessoas com pouca idade carregam dentro de si e por contraponto a juventude de pessoas que tem mais idade carregam dentro de si. Assim como no filme é a vida: você escolhe se quer ser novo ou velho. Tudo é uma questão de espírito.
Direito de amar, dirigido pelo estreante Tom Ford 2009 (EUA) foi um filme revisto por mim depois de algum tempo. Da segunda vez que assisti absorvi da película coisas dantes não vistas na primeira ocasião. O filme conta o relacionamento acabado entre dois homossexuais graças a um acidente de carro. Aí o que fica vivo quer morrer o tempo todo no filme. Sinceramente não gostei, achei muito down, pra baixo, e por isso não recomendo. Quando escrevo que absorvi um pouco mais do filme agora do que em comparação há em tê-lo visto dois anos nos cinemas foi pelo fato de ver a película com menos preconceito, mas com algum ainda, confesso. Ainda assim com meu preconceito machista lapidado durante esses dois anos, acho ainda que existam películas melhores que trate do assunto: causas de amor perdido por morte. É uma opinião totalmente subjetiva minha, visto que esse filme teve duas indicações ao Globo de Ouro, então se ficou curioso alugue-o e tire suas próprias conclusões.
sábado, 22 de outubro de 2011
Um Corintiano
Sempre fui corintiano e fui perceber isto aos 33 anos de idade. Filho de um paulistano corintiano e nascido em Salvador meu primeiro time foi o Flamengo. Flamenguista por culpa do noticiário esportivo almoçal: Globo esporte que assistia todos os dias, onde este transmitia para todo o Brasil as notícias dos times cariocas (exceto SP, acho não certeza disso). Então peguei a empatia do time mais querido ou da maior torcida do país. Sendo flamenguista convicto de criança até o inicio da minha adolescência, fui ver um Bahia e Flamengo na Fonte nova. Até aí tudo bem, normal, tava lá eu animado na torcida rubro-negra nordestina de todos os cantos dessa região na beirada do primeiro degrau da arquibancada quando o corintiano vestido com a camisa do Flamengo Casa Grande já em fim de careira faz um gol de cabeça e vem comemorar juntos a nós: a torcida nordestina flamenguista influenciada por décadas de globo esporte diárias, batendo no peito do escudo do time, e parando por cinco segundos, olhando pra mim: “Gol caralho!”. Não sei se de fato ele me encarou ou foi alucinação minha, mas aqueles “reais cinco segundos” entre a comunicação dele para comigo foi muito mais do que 30 minutos em minha imaginação. A partida acabou uma zero pro Flamengo. Antes disso eu ainda bem pequenino, desde que tenho lembrança de gente, sempre meu pai aos domingos colocava o vinil do hino do Corinthians, e entre uma baforada e outra ele enchia os pulmões e cantava: “Salve o Corinthians, os campeões dos campeões, eternamente em nossos corações, Corinthians grande de tradições e glorias mil, tu és o clube mais amado do Brasil...”. Era mais certo do fazer sol aos domingos em Salvador ele colocar esse vinil e cantarolar durante as tardes fazendo um churrasco ou relaxando na rede. Se aos quatro anos de idade esse hino ficou inconsciente em mim, continuou da mesma forma quando fiz meus treze, quatorze anos de idade quando mudei de time, abandonando o Flamengo do Rio de janeiro e adotando o Vitória da Bahia como preferido. Tornei-me torcedor a vera do clube e virei sócio de carteirinha de uma das suas torcidas organizadas chamada Leões da Fiel. Não perdia um Ba-Vi e teve um campeonato brasileiro que fui a todos os jogos. Depois de um tempo fiquei menos torcedor fervoroso e fui gostando mais de outras coisas. Na idade de cristo essa confirmação de ser um convicto corintiano baixou em mim, assim como santo baixa em pai de santo; vejam os fatos: Quando era flamenguista o momento mais marcante foi quando o corintiano Casão veio comemorar o gol olhando em meus olhos. Depois quando passei a ser Vitória, fui me chegando a torcida organizada Leões da fiel; que lembra a torcida da Fiel corintiana. Tudo isto inconscientemente, óbvio, pois gostava mesmo do Flamengo e do Vitória. Depois que cheguei aos 33 essa dúvida parece que foi esclarecida pelo fato das inúmeras vezes que quando criança escutava e ora por vezes cantava o hino do timão.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Freud, além da alma , Sob Suspeita, A última estação, O atalho, Muita calma nessa hora
Freud, além da alma do diretor John Huston – 1963 é uma pretensiosa e bela película do século passado em preto e branco, óbvio. Conta a estória inicial de vida do médico Freud, que com a magia negra: como era conhecida a hipnose na época, tentava curar casos de histeria, que eram considerados pela ciência como doença mental, como até hoje é. O fato é que enquanto outros doutores do ramo histeria iam até certo ponto para descobrir a causa, Freud mergulhou mais além em um caso de uma mulher que vivia doente e sem andar pela morte do seu pai e seu marido simbólico. Com essa estória a ser enveredada e desvendada Freud se desnuda da soberba da classe médica e permite se colocar no lugar de sua paciente, quando descobre que em sua infância teve esse mesmo sentimento por sua mãe , a famoso complexo de Édipo, que a posteriori iria postular com esse nome. O prefácio do filme ou inicio, pois não é livro diz que três homens mudaram tudo: Copérnico, com a descoberta de que a terra girava ao redor do Sol com vários outros planetas, com Charles Darwin: que desmente a evolução criacional com provas acachapantes e finalmente Sigmund Freud: Que nos mostra que somos guiados por nosso inconsciente.
Sob Suspeita. Não sabia que o cara dos Velozes e Furiosos tinha feito outro filme, mas o fez (infelizmente), e de uma estória verídica passada nos EUA com os famosos mafiosos italiano-americanos na era pós Corleonne, leia: O poderoso chefão. Estamos nos referindo às décadas de 60 e 70 do século passado nos EUA. Com o enredo de ter sido o mais longo julgamento de todos os tempos com aproximadamente dois anos ininterruptos, ou seja: pouco mais de setecentos dias oficializado pelos Guinnes Book. O protagonista era um gangster preso que conseguiu o que ninguém imaginava: se defender como seu próprio advogado, pois o seu passado com estes era só de derrota, e por assim, decidiu usar ao invés de palavras difíceis, deixou-se falar por seu coração, e olha que deu certo ao ponto de safar todos os seus vulgos comparsas - amigos ítalo-americanos de severas penas de prisão por crimes desde assassinatos a falsificações. Um filme bobo, protagonizado por um bobo, porém com uma histórica estória de julgamento provando que muitas vezes ouvir a voz do coração é bem melhor do que ouvir a voz da razão, e por isso não deveria ter a carga de comédia que teve, mesmo abordando-se o estilo bonachão dos italianos.
A última estação conta a estória dos últimos dias de vida do escritor russo Tostoi em sua dúvida imortal: Seguir os conselhos de sua esposa e se deixar entregar a luxuria ou se manter firme aos seus valores latifundiários e sociais e continuar a andar como um mendigo? Grandes homens têm sempre dilemas grandes. Comentando sobre a película, posso isso muito pouco, pois foi um filme baixado por internet e dublado, de modo que, seria temerário de minha parte fazer quaisquer comentários de uma coisa vista genericamente, como a vi. Mas pelo que vi, e do jeito que vi, julgo não ser cilada a película.
O atalho é uma horrível película norte-americana, assim como Muita calma nessa hora do Bruno Mazzeo. Os dois tem a temática adolescente ou adultos jovens de seus vinte e poucos anûs, anos com” u” mesmo devido as desagradáveis cenas e mau feito roteiros destinados a retardados, só pode vir a ser isso, pois ninguém com mais de um neurônio gostaria de tamanhas asneiras. Do filme nacional roteirizado pelo bostético global e completamente imbecil de carterinha Bruno Mazzeo. Escrevo sem dúvidas em titubear em rotular como o pior filme já visto em minha vida, e olha que já assisti a muita porcaria, incluindo nisso os filmes da Xuxa. O Muita calma nessa hora supera em “ruimdade” todos. Nada se salva, desde tudo. O engraçado que vendeu bem na época das bilheterias de cinema. Às vezes pergunto-me: O idiota sou eu?
Sob Suspeita. Não sabia que o cara dos Velozes e Furiosos tinha feito outro filme, mas o fez (infelizmente), e de uma estória verídica passada nos EUA com os famosos mafiosos italiano-americanos na era pós Corleonne, leia: O poderoso chefão. Estamos nos referindo às décadas de 60 e 70 do século passado nos EUA. Com o enredo de ter sido o mais longo julgamento de todos os tempos com aproximadamente dois anos ininterruptos, ou seja: pouco mais de setecentos dias oficializado pelos Guinnes Book. O protagonista era um gangster preso que conseguiu o que ninguém imaginava: se defender como seu próprio advogado, pois o seu passado com estes era só de derrota, e por assim, decidiu usar ao invés de palavras difíceis, deixou-se falar por seu coração, e olha que deu certo ao ponto de safar todos os seus vulgos comparsas - amigos ítalo-americanos de severas penas de prisão por crimes desde assassinatos a falsificações. Um filme bobo, protagonizado por um bobo, porém com uma histórica estória de julgamento provando que muitas vezes ouvir a voz do coração é bem melhor do que ouvir a voz da razão, e por isso não deveria ter a carga de comédia que teve, mesmo abordando-se o estilo bonachão dos italianos.
A última estação conta a estória dos últimos dias de vida do escritor russo Tostoi em sua dúvida imortal: Seguir os conselhos de sua esposa e se deixar entregar a luxuria ou se manter firme aos seus valores latifundiários e sociais e continuar a andar como um mendigo? Grandes homens têm sempre dilemas grandes. Comentando sobre a película, posso isso muito pouco, pois foi um filme baixado por internet e dublado, de modo que, seria temerário de minha parte fazer quaisquer comentários de uma coisa vista genericamente, como a vi. Mas pelo que vi, e do jeito que vi, julgo não ser cilada a película.
O atalho é uma horrível película norte-americana, assim como Muita calma nessa hora do Bruno Mazzeo. Os dois tem a temática adolescente ou adultos jovens de seus vinte e poucos anûs, anos com” u” mesmo devido as desagradáveis cenas e mau feito roteiros destinados a retardados, só pode vir a ser isso, pois ninguém com mais de um neurônio gostaria de tamanhas asneiras. Do filme nacional roteirizado pelo bostético global e completamente imbecil de carterinha Bruno Mazzeo. Escrevo sem dúvidas em titubear em rotular como o pior filme já visto em minha vida, e olha que já assisti a muita porcaria, incluindo nisso os filmes da Xuxa. O Muita calma nessa hora supera em “ruimdade” todos. Nada se salva, desde tudo. O engraçado que vendeu bem na época das bilheterias de cinema. Às vezes pergunto-me: O idiota sou eu?
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Escolha o seu e boa sessão, faz bem a alma e alimenta o coração: Submarino,Wendy,Copacabana, Quincas Berro D`água e Capitães da areia
Capitães da areia, o primeiro longa-metragem da neta do Jorge Amado: Cecília Amado 2011 percebe-se mesmo que se trata de um primeiro de alguém. Com a sorte de ter escolhido uma estória marcante com um roteiro já redondo no livro, a adaptação para a tela ficou menos difícil, e aos leigos esses tais furos ou erros de primeira longa passa despercebido pela maioria. Um ponto a favor da película é o fato da visceralidade dos atores, pela falta de experiência destes oriundos de favelas de Salvador. Se faltam boas atuações, o filme não te deixa dormir com o seu protagonista Pedro Bala latente e que cativa o anarquista que cada espectador carrega dentro de si saindo do cinema pensando: “eu quero ser um Pedro Bala de agora em diante!”.
Quincas Berro D`água é mais uma adaptação bem sucedida dos livros do baiano Jorge Amado, ou Amado Jorge que é a frase que mais se ouve na TV Bahia hoje pela homenagem ao centenário do escritor que completa esse ano. Ao contrário dos Capitães da areia, o filme Quincas tem um diretor experiente em frente a uma estória digamos menos interessante do que comparado aos Capitães da Areia. Porém por essa experiência do diretor o filme sai redondo e sem brechas com o suporte de um amontoado de atores de peso. Filme por filme: Capitães da Areia (mesmo com as brechas que a Cecília deixa na película e a falta de experiência dos atores, mas a estória melhor engole esses detalhes técnicos). Direção por direção: Aí o Quincas ganha. Vamos dar um desconto por ser o primeiro longa da Cecília Amado e por ela ter escolhido o melhor livro do avô.
Copacabana é uma autêntica película moderna francesa. Narra ou tenta acompanhar a sua enérgica protagonista: uma cinquentona temperamental e sem medo de se jogar na vida. Película de quase duas horas com um bom roteiro, bem ao estilo franc6es moderno discutindo: classes sócias, estereótipos diferentes. Nesse ultimo quesito acredito que os franceses têm uma enorme inveja de nossa miscigenação, pois lá isso é muito recente e aqui isso acontece há uns 500 anos somente. Copacabana realmente foi um mistério pra mim o titulo ser este, pois toda a película não tem nenhuma cena rodada no bairro, tampouco na cidade e no Brasil. Talvez o fato da protagonista gostar de músicas brasileiras e no fim acabar com um baianinho vindo para o Brasil explique o título de uma película regular em roteiro e boa em levantar questões silenciosas da sociedade mundial, como problemas familiares.
Wendy foi surpreendentemente um achado em plena TV a cabo, quando não se assiste a filmes legais ou raras vezes. Trata-se da estória de um casal de viciados em heroína, onde a mulher se prostitue pra manter o vício dos dois. Wendy, a própria: uma menina doce e emotiva se casa com um “caso perdido” e faz sua vida com muita loucura. O filme é interessante, pois mergulha no mundo dos viciados dessa droga, o êxtase mais extraordinário de todas as drogas.
Submarino; precisaria de umas três folhas que expressar meus sentimentos sobre a bela película dinamarquesa. Destacaria em primeira estância de que, como: cinema e matemática se encontram interligadas por uma linha bastante tênue. Quando o filme é bom, bem feito, percebesse logo isto, com as mudanças na estória do passado para o presente ou vice-versa, por exemplo. Sobre a estória desse puta filme , é uma estória dramática e até de certo ponto desumana; dois irmãos crianças tem a obrigação de cuidar do seu outro irmão bebe, que acaba por morrer. Cuidavam porque a mãe era uma alcoólatra e a tragédia aconteceu porque eram simplesmente crianças e não tinham a maturidade necessária nem para cuidarem de si, quem dirás de outros. O filme se baseia todo nessa estória ou trauma do passado com esses dois irmãos tornando-se adultos e procurando seus rumos. Realmente gostei do filme pela aula de cinema que o diretor dá, brincando com o tempo e com o puta roteiro. Paguei pau e saí às lágrimas; legitimo de classificar como sétima arte, não merdas produzidas por aí e que faturam muito mais.
Quincas Berro D`água é mais uma adaptação bem sucedida dos livros do baiano Jorge Amado, ou Amado Jorge que é a frase que mais se ouve na TV Bahia hoje pela homenagem ao centenário do escritor que completa esse ano. Ao contrário dos Capitães da areia, o filme Quincas tem um diretor experiente em frente a uma estória digamos menos interessante do que comparado aos Capitães da Areia. Porém por essa experiência do diretor o filme sai redondo e sem brechas com o suporte de um amontoado de atores de peso. Filme por filme: Capitães da Areia (mesmo com as brechas que a Cecília deixa na película e a falta de experiência dos atores, mas a estória melhor engole esses detalhes técnicos). Direção por direção: Aí o Quincas ganha. Vamos dar um desconto por ser o primeiro longa da Cecília Amado e por ela ter escolhido o melhor livro do avô.
Copacabana é uma autêntica película moderna francesa. Narra ou tenta acompanhar a sua enérgica protagonista: uma cinquentona temperamental e sem medo de se jogar na vida. Película de quase duas horas com um bom roteiro, bem ao estilo franc6es moderno discutindo: classes sócias, estereótipos diferentes. Nesse ultimo quesito acredito que os franceses têm uma enorme inveja de nossa miscigenação, pois lá isso é muito recente e aqui isso acontece há uns 500 anos somente. Copacabana realmente foi um mistério pra mim o titulo ser este, pois toda a película não tem nenhuma cena rodada no bairro, tampouco na cidade e no Brasil. Talvez o fato da protagonista gostar de músicas brasileiras e no fim acabar com um baianinho vindo para o Brasil explique o título de uma película regular em roteiro e boa em levantar questões silenciosas da sociedade mundial, como problemas familiares.
Wendy foi surpreendentemente um achado em plena TV a cabo, quando não se assiste a filmes legais ou raras vezes. Trata-se da estória de um casal de viciados em heroína, onde a mulher se prostitue pra manter o vício dos dois. Wendy, a própria: uma menina doce e emotiva se casa com um “caso perdido” e faz sua vida com muita loucura. O filme é interessante, pois mergulha no mundo dos viciados dessa droga, o êxtase mais extraordinário de todas as drogas.
Submarino; precisaria de umas três folhas que expressar meus sentimentos sobre a bela película dinamarquesa. Destacaria em primeira estância de que, como: cinema e matemática se encontram interligadas por uma linha bastante tênue. Quando o filme é bom, bem feito, percebesse logo isto, com as mudanças na estória do passado para o presente ou vice-versa, por exemplo. Sobre a estória desse puta filme , é uma estória dramática e até de certo ponto desumana; dois irmãos crianças tem a obrigação de cuidar do seu outro irmão bebe, que acaba por morrer. Cuidavam porque a mãe era uma alcoólatra e a tragédia aconteceu porque eram simplesmente crianças e não tinham a maturidade necessária nem para cuidarem de si, quem dirás de outros. O filme se baseia todo nessa estória ou trauma do passado com esses dois irmãos tornando-se adultos e procurando seus rumos. Realmente gostei do filme pela aula de cinema que o diretor dá, brincando com o tempo e com o puta roteiro. Paguei pau e saí às lágrimas; legitimo de classificar como sétima arte, não merdas produzidas por aí e que faturam muito mais.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Histórias de amor duram apenas 90 minutos, Conan, o Bárbaro e Balada Triste de Trompeta
Histórias de amor duram apenas 90 minutos 2009, com o Caio Blatt conta a estória de um escritor fracassado que não consegue sair da pagina 50 de seu romance. No ócio total de sua vida, e não criativo, mas caótico, escreva-se de passagem, ele descobre que sua bela mulher morena o traí com outra bela loira; fica louco e apaixonado pela loira e acaba ficando só no fim, porém saí da página 50, ou seja: evoluiu através das suas experiências e amadureceu e acabou seu tão difícil e filho romance . Perdeu ali e ganhou aquolá, assim também é a vida.
Conan, o Bárbaro, dirigido pelo Marcus Nispel2011 fostes uma inusitada e boa dose de adrenalina que precisava no momento. Com um belo cenário e um roteiro arrumado, a película faz de fato ficarmos envolvidos nela, ora por outra percebendo alguns furos no roteiro, principalmente quando o Bárbaro, em certa vez, quando acaba de dar uma com a gostosona do filme, ela desaparece e é capturada. Ficou meio tosco essa parte, mas pra um filme de ação e pelos efeitos não se é de todo ruim.
Balada Triste de Trompeta ou Balada do Amor e do Ódio (2011), do Álex de la Iglesia é um puta de um Filmaço com F maiúsculo. Com a essência da profissão palhaço debatida em ser triste ou alegre: qual é o melhor ou mais amoroso, verdadeiro, sei lá o que mais, trava-se então um embate em plena era Franquista em Madri, Barcelona e com passagens em Paris também, em busca de uma mesma bela mulher entre o palhaço triste por suas lembranças de vida, e do palhaço alegre, que é violento, marcante e destemido em ferir sentimentos alheios. Trata-se de uma legitima sétima arte, que te prende do inicio ao fim, com a pontinha da magia do mundo do circo fazendo a margem da película.
Conan, o Bárbaro, dirigido pelo Marcus Nispel2011 fostes uma inusitada e boa dose de adrenalina que precisava no momento. Com um belo cenário e um roteiro arrumado, a película faz de fato ficarmos envolvidos nela, ora por outra percebendo alguns furos no roteiro, principalmente quando o Bárbaro, em certa vez, quando acaba de dar uma com a gostosona do filme, ela desaparece e é capturada. Ficou meio tosco essa parte, mas pra um filme de ação e pelos efeitos não se é de todo ruim.
Balada Triste de Trompeta ou Balada do Amor e do Ódio (2011), do Álex de la Iglesia é um puta de um Filmaço com F maiúsculo. Com a essência da profissão palhaço debatida em ser triste ou alegre: qual é o melhor ou mais amoroso, verdadeiro, sei lá o que mais, trava-se então um embate em plena era Franquista em Madri, Barcelona e com passagens em Paris também, em busca de uma mesma bela mulher entre o palhaço triste por suas lembranças de vida, e do palhaço alegre, que é violento, marcante e destemido em ferir sentimentos alheios. Trata-se de uma legitima sétima arte, que te prende do inicio ao fim, com a pontinha da magia do mundo do circo fazendo a margem da película.
domingo, 2 de outubro de 2011
Undergrounds movies, they are greats ! Ex-isto, Onde está a felicidade? e Minhas mães e meu pai.
Ex-isto do Cao Guimarães 2011 é pura viagem esta película da série Iconoclastas protagonizado desta vez por João Miguel, velho conhecido dos nossos tempos de teatro, onde me dava dica como atuar. Parei, mas ele, fugindo da cena global ou entrando aos poucos, continuou e se tornou em um dos melhores atores brasileiros em minha opinião. Neste filme, ele literalmente arrasa, incorporando Renné Descartes totalmente perdido em terras tropicais no século XIV. Película toda inspiradora e não expiradora, ou seja, cada um saí do cinema com a sua sensação; minha sensação ou opinião sobre a película: muito boa e o melhor: de graça.
Longuinquio, do diretor Nuri Bilge Ceylan, Turquia 2002; O filme trata do encontro entre dois homens, o desempregado Yusuf que deixa sua aldeia para procurar emprego em Istambul e seu parente abastado Mahmut, um fotógrafo freelance. Um filme meio parado, mostra a dureza do desemprego mundial; filme premiadissímo e recomendadíssimo.
Onde está a felicidade? Que filminho engraçadinho é este o da protagonista e roteirista Bruna Lombardi, que por sinal deve ter entrado em um pote de formol tamanha sua beleza e a idade que não passa a ela. Em resenha temos a estória de uma apresentadora de TV, que odeia seu lavoro, e um marido relapso que gosta mais de futebol do que o próprio avião que é a sua mulher. Daí ela entra em depressão e decide fazer o caminho de Santiago de Compostela. A meu ver a película da Bruna Lombardi acabou-se desmistificando esse “ritual” do caminho, tornando-se uma coisa possível para todos, mas por outro lado acabou esculhambando também esse “ritual místico” que é o próprio caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Esculhambando, pois não se trata o trajeto com a seriedade ou lucidez que deveria tratá-lo.
Minhas mães e meu pai da Lisa Cholodenko com a Julianne Moore USA 2010, é um filmaço, comovente, inteligente e bem filmado. Conta a estória de um casal de lésbicas que tem dois filhos promovidos por inseminação artificial do mesmo semém. Ao completar 18 anos a filha mais velha do casal decide entrar em contato com esse vulgo semém. Com isso pai e filhos se encontram e começa a aí de o filme com uma das lésbicas se envolvendo com o pai ou esse doador de semém, estremecendo toda a família. Muito bom esse filme.
Longuinquio, do diretor Nuri Bilge Ceylan, Turquia 2002; O filme trata do encontro entre dois homens, o desempregado Yusuf que deixa sua aldeia para procurar emprego em Istambul e seu parente abastado Mahmut, um fotógrafo freelance. Um filme meio parado, mostra a dureza do desemprego mundial; filme premiadissímo e recomendadíssimo.
Onde está a felicidade? Que filminho engraçadinho é este o da protagonista e roteirista Bruna Lombardi, que por sinal deve ter entrado em um pote de formol tamanha sua beleza e a idade que não passa a ela. Em resenha temos a estória de uma apresentadora de TV, que odeia seu lavoro, e um marido relapso que gosta mais de futebol do que o próprio avião que é a sua mulher. Daí ela entra em depressão e decide fazer o caminho de Santiago de Compostela. A meu ver a película da Bruna Lombardi acabou-se desmistificando esse “ritual” do caminho, tornando-se uma coisa possível para todos, mas por outro lado acabou esculhambando também esse “ritual místico” que é o próprio caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Esculhambando, pois não se trata o trajeto com a seriedade ou lucidez que deveria tratá-lo.
Minhas mães e meu pai da Lisa Cholodenko com a Julianne Moore USA 2010, é um filmaço, comovente, inteligente e bem filmado. Conta a estória de um casal de lésbicas que tem dois filhos promovidos por inseminação artificial do mesmo semém. Ao completar 18 anos a filha mais velha do casal decide entrar em contato com esse vulgo semém. Com isso pai e filhos se encontram e começa a aí de o filme com uma das lésbicas se envolvendo com o pai ou esse doador de semém, estremecendo toda a família. Muito bom esse filme.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Dente Canino, Podecrer, Recife frio e O banheiro do papa
Dente Canino, do diretor grego Yorgos Lanthimos 2011, és uma belíssima película, digna de dizer: “acabei de ver verdadeiramente uma sétima arte”. Uma pedrada no estômago, abrange valores de família, em uma por sinal, completamente crazy. O filme levanta a pergunta: “Até que ponto e até quando vale ser ludibriado pelos pais?”. Se você Já leu ou viu alguma do Nélson Rodrigues, multiplique o que leu e viu juntos por cem. É exatamente isso que verá quando assistir ao filme. Pra quem gosta de um bom filme; imperdível. Foi selecionado para o festival de Cannes deste ano, dessa vez eles acertaram no filme, coisa que não se acontecesse todos os anos. Não que os filmes selecionados pra Cannes sejam ruins, pelo contrário em comparação a outros festivais, mas se estes festivais tentarem ao mínimo que for saírem um pouco dos filmes mais bem assistidos ou com o diretor x ou y, iriam achar coisas bem mais interessantes e que poderiam realmente passar algo. Veneza e Cannes são os melhores festivais de cinema em minha opinião, mas mesmo nestes ainda tem muito filme médio selecionado, parabéns a Cannes que dessa vez escolheu bem, recomendadissímo.
Podecrer (2007) é uma despretensiosa comédia carioca dos anos 80 de uma turma que está prestes a prestar vestibular. Apesar de não se levar muito a sério a película, ela se torna no desenrolar agradável, pois de uma forma leve o roteiro nos leva a época adolescente onde as descobertas eram de fato surpreendentes e sempre com bastante testosterona a queimar. Se não estiver procurando algo sério: podecrer que vale. Frase marcante do filme: “Cabaços vão rolar”.
Recife frio, um curta metragem do pernambucano Cleber Mendonça Filho 2011 és muy criativo. Ganhador do festival de curtas eleito pelo júri no canal Brasil; conta a estória de um atípico evento climático na cidade chamada Veneza brasileira, Recife: onde esta passava por um rigoroso frio de seis até doze graus Celsius todos os dias do ano e só lá. A mudança dos comportamentos das pessoas, onde agora o quartinho da empregada é melhor que a suíte do quarto principal de um prédio da principal avenida recifense, ou a pousada que vendia o sol como seu produto, agora tem de explicar aos seus turistas o frio e o migramento de pingüins na costa litorânea. Enfim um curta muito legal que nos faz pensar em como um evento climático ou qualquer que seja a mudança pode mudar total e drasticamente a vida de uma sociedade, no caso a recifense. Gostei também do curta pela sacada de seu roteirista de abordar o tema das baixas temperaturas em um lugar tropical. Filmes se fazem antes de tudo com boas idéias, assim como propaganda, discursos políticos ou campanhas políticas, poemas, etc. Boas idéias são sempre bem-vindas em quaisquer áreas.
O banheiro do papa, de César Charlone 2007, foi um dos selecionáveis do festival de Cannes deste ano. A película Uruguaia afirma minha tese que defendo já a algum tempo, de que os melhores roteiros saem de estórias cotidianas que o leitor pode ter vivido, por exemplo sobre a estória do filme, pois trata-se de um “zumzuê” que acontece em uma pequena cidade de fronteira uruguaia com o Brasil, na expectativa da visita do papa. E um desses moradores tem a brilhante idéia de construir um banheiro a alugar aos milhares de visitantes que estariam naquela cidade. Sem querer contar o fim do filme e já contando, nada disso aconteceu, pois quase nenhuma gente foi ver o papado real, por isso o nome o banheiro do papa. O filme comentado assim parece ruim, mas não é, embora por vezes monótono, mostrou-se a cultura de um país desconhecido e pequeno, e como valente e solidário é aquele povo. Banheiro e Papa, ou merda e igreja católica são meras coincidência na boa película.
Podecrer (2007) é uma despretensiosa comédia carioca dos anos 80 de uma turma que está prestes a prestar vestibular. Apesar de não se levar muito a sério a película, ela se torna no desenrolar agradável, pois de uma forma leve o roteiro nos leva a época adolescente onde as descobertas eram de fato surpreendentes e sempre com bastante testosterona a queimar. Se não estiver procurando algo sério: podecrer que vale. Frase marcante do filme: “Cabaços vão rolar”.
Recife frio, um curta metragem do pernambucano Cleber Mendonça Filho 2011 és muy criativo. Ganhador do festival de curtas eleito pelo júri no canal Brasil; conta a estória de um atípico evento climático na cidade chamada Veneza brasileira, Recife: onde esta passava por um rigoroso frio de seis até doze graus Celsius todos os dias do ano e só lá. A mudança dos comportamentos das pessoas, onde agora o quartinho da empregada é melhor que a suíte do quarto principal de um prédio da principal avenida recifense, ou a pousada que vendia o sol como seu produto, agora tem de explicar aos seus turistas o frio e o migramento de pingüins na costa litorânea. Enfim um curta muito legal que nos faz pensar em como um evento climático ou qualquer que seja a mudança pode mudar total e drasticamente a vida de uma sociedade, no caso a recifense. Gostei também do curta pela sacada de seu roteirista de abordar o tema das baixas temperaturas em um lugar tropical. Filmes se fazem antes de tudo com boas idéias, assim como propaganda, discursos políticos ou campanhas políticas, poemas, etc. Boas idéias são sempre bem-vindas em quaisquer áreas.
O banheiro do papa, de César Charlone 2007, foi um dos selecionáveis do festival de Cannes deste ano. A película Uruguaia afirma minha tese que defendo já a algum tempo, de que os melhores roteiros saem de estórias cotidianas que o leitor pode ter vivido, por exemplo sobre a estória do filme, pois trata-se de um “zumzuê” que acontece em uma pequena cidade de fronteira uruguaia com o Brasil, na expectativa da visita do papa. E um desses moradores tem a brilhante idéia de construir um banheiro a alugar aos milhares de visitantes que estariam naquela cidade. Sem querer contar o fim do filme e já contando, nada disso aconteceu, pois quase nenhuma gente foi ver o papado real, por isso o nome o banheiro do papa. O filme comentado assim parece ruim, mas não é, embora por vezes monótono, mostrou-se a cultura de um país desconhecido e pequeno, e como valente e solidário é aquele povo. Banheiro e Papa, ou merda e igreja católica são meras coincidência na boa película.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Titãs: A vida até parece uma festa, Os Smurfs, Cilada.com,Os Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano, José e Pillar,Em Não se preocupe nada vai
O interessante documentário Titãs: A vida até parece uma festa, dirigido e filmado por um dos seus integrantes e líderes, Branco Mello 2009, conta a trajetória da banda nacional de rock mais legal. Podemos classificar Os Titãs em duas partes: a primeira com Arnaldo Antunes até o seu oitavo LP Oblesqblom, e a segunda parte sem ele, com um grupo mais Rock Roll, porém sem letras que realmente cativassem como cativaram em seus primeiros trabalhos, excluindo-se uma ou outra música depois disso. Documentário que vale ser visto aos amantes da banda, pois mostra inéditas imagens de bastidores desde a origem da banda ao início da década de 80 até os dias de hoje, com a passagem da morte de Marcelo Frommer, a saída de Nando Reis e a desintegração ainda mais da banda. Titãs, já deu, mico não.
Os Smurfs, Raja Gosnell 2011, foi uma desagradável curtição, embora não estivesse esperando já muita coisa. Voltada ao público infantil, ouvi alguns adultos indicando-m e a película, então fui ver uma animação que não teve nada demais, com Smurfs idiotas e o casal de adultos ainda mais. Dizem que em 3D a outra estória, mas duvido muito.
Cilada.com foi uma engraçada surpresa. Quando pensei que seria mais uma merda nacional produzida, não estava de fato errado. Porém uma merda que me rendeu algumas gargalhadas, pois como diz o ditado; “é se fazendo merda que se aduba a vida”. O filme vale ser visto principalmente pela atuação do personagem Marconha, interpretado pelo multi-artista Loroza, que faz o papel de um cineasta de filmes pornô decadente.
Sou baiano, mas sinceramente ao contrário do andam se falando por aqui na Bahia, Os Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano (2011) do Henrique Dantas é um filminho. O título do filme poderia ser Os filhos do futebol. Em matéria musical a narrativa da película é desarmônica em relação ao período rico musical vivido daquele tempo. A película se prende muito em estórias pessoais, deixando de discutir a efervescência musical do grupo como um todo. Outra coisa que ficou confusa foi o título dado a película fazendo uma analogia em que todos os integrantes dos Novos baianos eram filhos de João Gilberto, sendo que se fala somente uma vez do criador da bossa nova, e o filme perde ainda mais sua autenticidade quando Baby Consuelo proíbe as suas imagens por questões religiosas.
José e Pillar, do Miguel Gonçalves Mendes 2010, poderia ter outro nome: Pillar e José já que a película mostra e enfatiza bem mais ela do que ele. Ela como empresária e principal organizadora da agenda do escritor se vê bem mais do que Saramago. Esperava ver o “Sara” dialogando suas indagações existências e seus discursos sábios, mas isso pouco se viu.
Em Não se preocupe nada vai dar certo, do Hugo Carvana 2011, destaca essa película nacional com frases ácidas como: “Pobreza é um carma que se carrega de reencarnações passadas”. Com pitadas preconceituosas a parte, a comédia se salva pela atuação dos seus protagonistas e a missão principal do filme cumprida e repassada a quem assistiu que de fato o importante é estar feliz.
Assim é, se lhe parece, um longa que faz parte da série Oconoclastas, da Carla Galo 2011, documenta a vida do artista plástico paulistano Nélson Leirner. Uma figura interessante e desnuda dos valores capitais que nos norteiam hoje, vivivendo e respirando segundo ele de arte. Quando o talento “bate em sua porta” ou nasce com você é necessário se amar com as armas de Jorge, pois este corpo fica demasiadamente transparente as invejas alheias, corpo este do Leirner, tamanho o número de santos protetores que carrega em sua corrente de peito. Faz ele bem, proteção nunca é demais.
Os Smurfs, Raja Gosnell 2011, foi uma desagradável curtição, embora não estivesse esperando já muita coisa. Voltada ao público infantil, ouvi alguns adultos indicando-m e a película, então fui ver uma animação que não teve nada demais, com Smurfs idiotas e o casal de adultos ainda mais. Dizem que em 3D a outra estória, mas duvido muito.
Cilada.com foi uma engraçada surpresa. Quando pensei que seria mais uma merda nacional produzida, não estava de fato errado. Porém uma merda que me rendeu algumas gargalhadas, pois como diz o ditado; “é se fazendo merda que se aduba a vida”. O filme vale ser visto principalmente pela atuação do personagem Marconha, interpretado pelo multi-artista Loroza, que faz o papel de um cineasta de filmes pornô decadente.
Sou baiano, mas sinceramente ao contrário do andam se falando por aqui na Bahia, Os Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano (2011) do Henrique Dantas é um filminho. O título do filme poderia ser Os filhos do futebol. Em matéria musical a narrativa da película é desarmônica em relação ao período rico musical vivido daquele tempo. A película se prende muito em estórias pessoais, deixando de discutir a efervescência musical do grupo como um todo. Outra coisa que ficou confusa foi o título dado a película fazendo uma analogia em que todos os integrantes dos Novos baianos eram filhos de João Gilberto, sendo que se fala somente uma vez do criador da bossa nova, e o filme perde ainda mais sua autenticidade quando Baby Consuelo proíbe as suas imagens por questões religiosas.
José e Pillar, do Miguel Gonçalves Mendes 2010, poderia ter outro nome: Pillar e José já que a película mostra e enfatiza bem mais ela do que ele. Ela como empresária e principal organizadora da agenda do escritor se vê bem mais do que Saramago. Esperava ver o “Sara” dialogando suas indagações existências e seus discursos sábios, mas isso pouco se viu.
Em Não se preocupe nada vai dar certo, do Hugo Carvana 2011, destaca essa película nacional com frases ácidas como: “Pobreza é um carma que se carrega de reencarnações passadas”. Com pitadas preconceituosas a parte, a comédia se salva pela atuação dos seus protagonistas e a missão principal do filme cumprida e repassada a quem assistiu que de fato o importante é estar feliz.
Assim é, se lhe parece, um longa que faz parte da série Oconoclastas, da Carla Galo 2011, documenta a vida do artista plástico paulistano Nélson Leirner. Uma figura interessante e desnuda dos valores capitais que nos norteiam hoje, vivivendo e respirando segundo ele de arte. Quando o talento “bate em sua porta” ou nasce com você é necessário se amar com as armas de Jorge, pois este corpo fica demasiadamente transparente as invejas alheias, corpo este do Leirner, tamanho o número de santos protetores que carrega em sua corrente de peito. Faz ele bem, proteção nunca é demais.
domingo, 11 de setembro de 2011
Melancolia x Arvore da vida, e planeta dos macacos
Os opostos se esclarecem em Árvore da vida e Melancolia. Enquanto um encara com pessimismo a origem da vida, o outro vê como esparançosa e de certo modo racional -otimista aos meus olhos, em Árvore da Vida. Beleza por beleza, filme por filme, Melancolia é melhor pra mim, não vou ficar em cima do muro nesse embate dessas duas maravilhosas películas. As melhores do momento, e acho, que ficarão neste posto por alguns anos, verdadeiras obras-primas da sétima amada arte.
Com um roteiro pop, Planeta dos macacos não surpreende e deixa como desfecho a desejar aos amantes da sétima arte. Fora a linhagem tecnológica do filme nada se salva. Atores fracos, e apelos holiwwodianos demasiadamente exagerados não se encaixam como um bom programa de entretenimento, pelo fato de não deixar os seus espectadores pensarem, com a imediata carga consumista norte-americana. Sei que o filme já bate recordes de bilheteria, mas saibam que é pura enganação.
Com um roteiro pop, Planeta dos macacos não surpreende e deixa como desfecho a desejar aos amantes da sétima arte. Fora a linhagem tecnológica do filme nada se salva. Atores fracos, e apelos holiwwodianos demasiadamente exagerados não se encaixam como um bom programa de entretenimento, pelo fato de não deixar os seus espectadores pensarem, com a imediata carga consumista norte-americana. Sei que o filme já bate recordes de bilheteria, mas saibam que é pura enganação.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Contracorrentes e A casa de Alice
Temos um filme bom a ser debatido; trata-se do Contracorrente, do Javier Fuentes-León. Com Tatiana Astengo, Manolo Cardona, Cristian Mercado. Peru, Colômbia, França, Alemanha/2009.
Em uma ilha que fala língua castelhana e não é Cuba, começa a estória de um pescador com um fotografo, como pano de fundo um belo mar azul-esverdeado. Enquanto o pescador tem mulher, filho e não se descobre homossexual, o fotografo é o bem resolvido amante. Com esse enredo de ignorância, preconceito, amor, descobertas, alucinações e crenças de vida após morte a película veleja esta bem contada estória de amor, com pudor ainda infelizmente, mas com amor. Um brutamontes pescador ingênuo e um culto fotografo boa praça, onde um procura a essência do outro, pois ambos são opostos em todos os sentidos,e como opostos se atraem, já viu hein... O que deve comentar sobre a película é que a qualidade é boa desde roteiro, maquiagem, elenco e paisagem, recomendo. Aos machistas de plantão, tá por fora irmão, vá em busca de sua evolução!
O tema classe média vem vulgas no nacional A casa de Alice, do Chico Teixeira, 2007. Com cenas viscerais, onde só seriam possíveis de serem produzidas nesse nicho maioral brasileiro, a película desdenha o cotidiano de uma família paulistana, onde a mãe: Uma manicure tarada por negrões, O Pai: Um taxista pedófilo e três filhos homens: O mais velho, de 21 anos do exercito e gay enrustido, o do meio: o boa praça de língua afiada, e o caçulinha: fã do irmão militar , e que pouco acrescentou a estória de uma vida difícil, com mil preconceitos , oriundos estes, de fontes externas: leia-se : da sociedade.
O Chico Teixeira provavelmente deve ter lido alguma coisa do Nélson Rodrigues, pois o desfecho para problemas familiares sempre fora de total desarmonia entre as partes envolvidas; talvez mirando por outro lado, O Chico só tivesse tido o trabalho de ter presenciado um jantar ou uma visita com uma família aos moldes da película. Visceralidade na contemporaneidade , é a classe média baixa brasileira, onde toda faísca pode se transformar em fogo, menos aos seus intelectos, que continuam estacionados nas tranças intermináveis e covardes da sociedade. Quero ir pra Cuba!
Em uma ilha que fala língua castelhana e não é Cuba, começa a estória de um pescador com um fotografo, como pano de fundo um belo mar azul-esverdeado. Enquanto o pescador tem mulher, filho e não se descobre homossexual, o fotografo é o bem resolvido amante. Com esse enredo de ignorância, preconceito, amor, descobertas, alucinações e crenças de vida após morte a película veleja esta bem contada estória de amor, com pudor ainda infelizmente, mas com amor. Um brutamontes pescador ingênuo e um culto fotografo boa praça, onde um procura a essência do outro, pois ambos são opostos em todos os sentidos,e como opostos se atraem, já viu hein... O que deve comentar sobre a película é que a qualidade é boa desde roteiro, maquiagem, elenco e paisagem, recomendo. Aos machistas de plantão, tá por fora irmão, vá em busca de sua evolução!
O tema classe média vem vulgas no nacional A casa de Alice, do Chico Teixeira, 2007. Com cenas viscerais, onde só seriam possíveis de serem produzidas nesse nicho maioral brasileiro, a película desdenha o cotidiano de uma família paulistana, onde a mãe: Uma manicure tarada por negrões, O Pai: Um taxista pedófilo e três filhos homens: O mais velho, de 21 anos do exercito e gay enrustido, o do meio: o boa praça de língua afiada, e o caçulinha: fã do irmão militar , e que pouco acrescentou a estória de uma vida difícil, com mil preconceitos , oriundos estes, de fontes externas: leia-se : da sociedade.
O Chico Teixeira provavelmente deve ter lido alguma coisa do Nélson Rodrigues, pois o desfecho para problemas familiares sempre fora de total desarmonia entre as partes envolvidas; talvez mirando por outro lado, O Chico só tivesse tido o trabalho de ter presenciado um jantar ou uma visita com uma família aos moldes da película. Visceralidade na contemporaneidade , é a classe média baixa brasileira, onde toda faísca pode se transformar em fogo, menos aos seus intelectos, que continuam estacionados nas tranças intermináveis e covardes da sociedade. Quero ir pra Cuba!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Maníaco
Os valores do politicamente correto mais uma vez ganharam a parada, dessa vez no filme Maníaco, do Jordan Melamed- 2001, por uma sociedade moralista que criamos, não sei o porquê cargas d’agua tanta falta de culhão pra eliminar esse tal moralismo que pode vir de fontes: religiosa, cultural, política ou comportamental (que é o caso da película), mas que o “bichinho “é forte não nos resta dúvida.
O filme se roda em uma clínica psiquiátrica de reabilitação para jovens de 16,17 anos. O ápice peliculiano fica quando o principal orientador da clínica manda um sermão ao protagonista, e este que antes era violento, no instante em que se curva para as regras da clínica, entende-se que fica “curado” das coisas que fez antes ou que continuara a fazer na clínica. Porém minutos depois o tal protagonista depois de ser provocado por um outro “maníaco” reencontra o seu instinto natural de instigador e justiceiro e ele praticamente mata o seu algoz a socos. Como toda película que se preze, uma estória de amor estava no meio pra fazer o roteiro descer redondo; estória essa louca, por isso mesmo, muito mais de amor do que as ditas comuns. Quando escrevo que mais uma vez o politicamente correto ganha dos fatos reais, ou seja, da vida real, é porque tiraram a essência da natureza (personalidade) do protagonista, dando em alguns momentos a sensação, pelos menos a mim, de que as paredes sociais sempre terão de ser obedecidas e nada se pode fazer, ponto final. Particularmente acho que os “muros” ou valores que a sociedade se auto definem como corretos em muitos casos não o são, por exemplo, como no caso fictício desse filme. Ninguém é mais um (+ 1) igual ao outro, e por isso a não concordância com o rumo que o roteiro desse filme se desfecha; justamente por castrar personagens que tenham um “ar” mais visceral e talvez mais justiceiro ou revoltado, tenham sempre de se dar mal, com os burros n’água. Um detalhe: o filme era americano. Longe de mim em afirmar que tudo que venha dos USA é ruim, pelo contrário. Lá existe um festival para películas alternativas chamado Sundance, que é ótimo, porém a maioria dos filmes tradicionais produzidos pelos USA são um saco de tão politicamente corretos que são. Existe uma dúvida em relação a quem “inventou” quem nos USA: o cinema “inventou” o país ou foi o país que “inventou” o cinema. Acho que o cinema “inventou” aquele país, se tornando uma das suas principais indústrias, pena que na maioria, produzindo só besteira descartável .
Outro detalhe do filme, é que tem censura para maior de 18 anos, sendo que o filme aborda personagens de 16 a 17 anos com problemas internos ou estórias de vida complicada. Se tem alguém que deve ver esta película é essa galera problemática dessa faixa etária ( que foi o meu caso na época, graças a Deus ou a quem quer que seja; sinceramente graças a mim mesmo não me tornei mais um ( + 1 ) na parede, como exalta a letra da música The Wall do Pink Floyd, na qual foi a primeira música que realmente me “tocou” ). Sorte que hoje quem quiser assistir o filme só em TV ou locadora, pois saiu do cinema há anos, se é que entrou, então agora está liberado para menores assistir. “Quem manda no mundo são os loucos, e os caretas que fodam” autor desconhecido.
É nessa faixa etária que se torna a mais propícia para questionamentos de querer ou não querer ser mais um ( + 1 ) tijolo da parede capitalista, pois já não se é mais criança e tampouco adulto com os hormônios pentelhando. Então: sei que se conselho fosse bom não se dava, e sim se vendia (olha o capitalismo novamente aí), se permitam mais nessa época, e sabe de uma? Continuem se permitindo sempre, pois é a melhor forma de viver, e o resto que não gostou manda se fuder, pronto escrevi.
Voltando aos personagens ditos problemáticos do filme ou da vida real que encontramos a cada esquina, com o passar do tempo se tornarão ou marginais ou melhores pessoas, mas sem sombra de dúvidas saberão o principal: Quem o são, e o que querem fazer ou não, e enquanto mais cedo se descobre a sua real natureza de instintos , menos tempo se perde seja na decisão que for tomar, que muitas vezes não é a melhor aos olhos alheios desse nosso plano, mas para a pessoa que tomou a decisão , com certeza tenha sido, até mesmo porque essas pessoas de uma forma humana estranha tem uma outra percepção das coisas, e são , com certeza, as melhores pessoas do planeta. “Não julgue para não ser julgado”, esta é de Jesus Cristo, segundo o Google. Se bem que atire a primeira pedra quem não julgou.
O filme se roda em uma clínica psiquiátrica de reabilitação para jovens de 16,17 anos. O ápice peliculiano fica quando o principal orientador da clínica manda um sermão ao protagonista, e este que antes era violento, no instante em que se curva para as regras da clínica, entende-se que fica “curado” das coisas que fez antes ou que continuara a fazer na clínica. Porém minutos depois o tal protagonista depois de ser provocado por um outro “maníaco” reencontra o seu instinto natural de instigador e justiceiro e ele praticamente mata o seu algoz a socos. Como toda película que se preze, uma estória de amor estava no meio pra fazer o roteiro descer redondo; estória essa louca, por isso mesmo, muito mais de amor do que as ditas comuns. Quando escrevo que mais uma vez o politicamente correto ganha dos fatos reais, ou seja, da vida real, é porque tiraram a essência da natureza (personalidade) do protagonista, dando em alguns momentos a sensação, pelos menos a mim, de que as paredes sociais sempre terão de ser obedecidas e nada se pode fazer, ponto final. Particularmente acho que os “muros” ou valores que a sociedade se auto definem como corretos em muitos casos não o são, por exemplo, como no caso fictício desse filme. Ninguém é mais um (+ 1) igual ao outro, e por isso a não concordância com o rumo que o roteiro desse filme se desfecha; justamente por castrar personagens que tenham um “ar” mais visceral e talvez mais justiceiro ou revoltado, tenham sempre de se dar mal, com os burros n’água. Um detalhe: o filme era americano. Longe de mim em afirmar que tudo que venha dos USA é ruim, pelo contrário. Lá existe um festival para películas alternativas chamado Sundance, que é ótimo, porém a maioria dos filmes tradicionais produzidos pelos USA são um saco de tão politicamente corretos que são. Existe uma dúvida em relação a quem “inventou” quem nos USA: o cinema “inventou” o país ou foi o país que “inventou” o cinema. Acho que o cinema “inventou” aquele país, se tornando uma das suas principais indústrias, pena que na maioria, produzindo só besteira descartável .
Outro detalhe do filme, é que tem censura para maior de 18 anos, sendo que o filme aborda personagens de 16 a 17 anos com problemas internos ou estórias de vida complicada. Se tem alguém que deve ver esta película é essa galera problemática dessa faixa etária ( que foi o meu caso na época, graças a Deus ou a quem quer que seja; sinceramente graças a mim mesmo não me tornei mais um ( + 1 ) na parede, como exalta a letra da música The Wall do Pink Floyd, na qual foi a primeira música que realmente me “tocou” ). Sorte que hoje quem quiser assistir o filme só em TV ou locadora, pois saiu do cinema há anos, se é que entrou, então agora está liberado para menores assistir. “Quem manda no mundo são os loucos, e os caretas que fodam” autor desconhecido.
É nessa faixa etária que se torna a mais propícia para questionamentos de querer ou não querer ser mais um ( + 1 ) tijolo da parede capitalista, pois já não se é mais criança e tampouco adulto com os hormônios pentelhando. Então: sei que se conselho fosse bom não se dava, e sim se vendia (olha o capitalismo novamente aí), se permitam mais nessa época, e sabe de uma? Continuem se permitindo sempre, pois é a melhor forma de viver, e o resto que não gostou manda se fuder, pronto escrevi.
Voltando aos personagens ditos problemáticos do filme ou da vida real que encontramos a cada esquina, com o passar do tempo se tornarão ou marginais ou melhores pessoas, mas sem sombra de dúvidas saberão o principal: Quem o são, e o que querem fazer ou não, e enquanto mais cedo se descobre a sua real natureza de instintos , menos tempo se perde seja na decisão que for tomar, que muitas vezes não é a melhor aos olhos alheios desse nosso plano, mas para a pessoa que tomou a decisão , com certeza tenha sido, até mesmo porque essas pessoas de uma forma humana estranha tem uma outra percepção das coisas, e são , com certeza, as melhores pessoas do planeta. “Não julgue para não ser julgado”, esta é de Jesus Cristo, segundo o Google. Se bem que atire a primeira pedra quem não julgou.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Assalto ao banco central
Fica chato em comentar a um filme onde o diretor se encontra na UTI, com câncer do esôfago, que é o caso do Marcos Paulo, ator global e agora se envereda como diretor de cinema no seu primeiro longa-metragem: Assalto ao Banco Central. Mas como tenho papel de ser crítico de cinema e por isso me disponibilizaram uma coluna para tal, tenho de dar nota 1,5 a película. É aquela velha estória de que, nem tudo que tem “cara” que daria certo na ficção, as vezes não dá. Se pegarmos a notícia real do assalto do banco central em Fortaleza, com a idéia dos caras cavando um túnel e embolsando mais de 240 milhões de reais, achamos demais criativos. Não é que o filme seja ruim, até é bem feito. Porém faltam talvez elementos fictícios que quase todo filme que quer imitar uma realidade faz. Sem isso o filme se torna previsível demais, chato. Uma prova que novela é uma coisa, seriado de TV e outra e cinema é outro degrau acima, não dá pra empacotar tudo em um saco só.
Cult movies - Partes Usadas, Os limites do controle
Partes Usadas, do Aarón Fernández Lesur, 2007, foi uma boa surpresa. O feitiço virou contra o feiticeiro, onde todos são vitimas da miséria e de seus sonhos. Isso pelo fato de o roteiro abordar uma escravanização de um maior para com um menor de idade. Resumidamente conta a estória de Ivan, um mexicaninho de 14 anos que abandona sua labuta de lavador de carros para passar a ser roubador de peças automotivas com o sonho de, 9 entre 10 mexicanos pobres, que querem ter grana pra pagar a um coiote e levá-los aos USA e mandaram dinheiro para suas famílias a posteriori; nesse aspecto peculiar da grana, o protagonista adolescente se parece com o sertanejo que vai para São Paulo e Rio de Janeiro afim de mandar algum para os parentes duros, até em suas peles castigadas pelo sol e sofrimento.
Filme que vale ser assistido, e porque não, digamos que poderíamos o classificar como a Cidade de Deus mexicana. Lealdade, amizade, ambição foram temas preponderantes dessa película mexicana com atuações simples, porém boas por não complicarem mesmo, na ingenuidade das suas idades dos seus atores adolescentes, fez com que o “ar” da produção parecesse com naturalidade e leveza a maior parte do tempo.
Os limites do controle do Jim Jarmusch (guarde o nome desse diretor quando quiser ver algo diferente pra valer) foi o filme mais “sem pé nem cabeça”que assisti. Do começo ao fim a película não aborda nada claro em nenhum momento, com certeza o filme mais subjetivo que vi, superando até o Homem que não dormia, do Edgard Navarro, onde este tem também alto grau de subjetividade. Supostamente um criminoso vai a uma jornada para mais um crime, mas ao decorrer dos fatos, ou das pessoas que ele espera ou até ainda dos museus que visita e diálogos com terceiros que esse tal indivíduo misterioso tem, ele se revolta contra a sua missão, que não é muito clara na película, e como o inicio e o meio, o fim acaba-se por subjetividade absoluta, e se estiver de mau humor, pode-se dizer até de maneira absurda. Filme que instiga, porém se encaixa no gênero de filme pouco comunicável, típico filme que só o diretor curte em assisti-lo.
Filme que vale ser assistido, e porque não, digamos que poderíamos o classificar como a Cidade de Deus mexicana. Lealdade, amizade, ambição foram temas preponderantes dessa película mexicana com atuações simples, porém boas por não complicarem mesmo, na ingenuidade das suas idades dos seus atores adolescentes, fez com que o “ar” da produção parecesse com naturalidade e leveza a maior parte do tempo.
Os limites do controle do Jim Jarmusch (guarde o nome desse diretor quando quiser ver algo diferente pra valer) foi o filme mais “sem pé nem cabeça”que assisti. Do começo ao fim a película não aborda nada claro em nenhum momento, com certeza o filme mais subjetivo que vi, superando até o Homem que não dormia, do Edgard Navarro, onde este tem também alto grau de subjetividade. Supostamente um criminoso vai a uma jornada para mais um crime, mas ao decorrer dos fatos, ou das pessoas que ele espera ou até ainda dos museus que visita e diálogos com terceiros que esse tal indivíduo misterioso tem, ele se revolta contra a sua missão, que não é muito clara na película, e como o inicio e o meio, o fim acaba-se por subjetividade absoluta, e se estiver de mau humor, pode-se dizer até de maneira absurda. Filme que instiga, porém se encaixa no gênero de filme pouco comunicável, típico filme que só o diretor curte em assisti-lo.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Geração Rivotril
Acabei de ver a Cidade de Deus, um dos melhores filmes feitos aqui no Brasil, senão o melhor. Não vou ficar em cima do muro em falar que é um dos melhores, pra mim e Zé pequeno, um dos melhores é o caralho: é o melhor, pronto falei, mas escrevi isso pra abordar outra estória que cabe a nós hoje desenrolar. É que na geração da ditadura, tinha a geração das drogas vulgo proibidas, batizadas por mim mesmo ( quem quiser pode descordar, eu deixo, mas te pego lá fora) da geração da maconha, isso a década de 70 até 90. Mas quando se chega ao ano 2000, pelas minhas observações sociais temos uma nova geração: a do Rivotril ou Lexotam, ou qualquer outro ansiolítico que sirva para nos freiar da ansiedade do capitalismo desenfreado e da globalização alucinógena. Não que a maconha, ou o álcool, ou a cocaína e outras drogas tenha acabado, pelo contrario: se surgem outras mais devastadoras como é o Crack e agora o Oxxy, mas essas drogas se têm menos adeptos pelo fato de que se pode agora com receita consumir drogas legais sem a nóia de ter que ir pra favela pegar a parada. A geração Rivotril veio pra ficar por algumas décadas também e marcar seu nome na estória da sociedade. Mas tem uma característica que essa geração tem e me incomoda, é que é uma geração desprovida do sentimento de culpa; por exemplo: antes tinha gente que ficava mal porque consumia tal droga, que tava alimentado o tráfico, que era criminoso também. Agora não: é só ir ao Psiquiatra ou até mesmo um simples neurologista e pedir, sem exame algum, quantas caixas de qualquer remédio que eles te dão na hora, sem nem olhar pra sua cara, como se fosse um medico mesmo, uma característica deles, mas dessa empáfia eu comento em outro texto. Pra quem não conhecia: Prazer somos a geração Rivotril.
sábado, 30 de julho de 2011
O homem que não dormia e o festival de cinema
Filme nacional surreal e bom ainda existe, acreditem: refiro-me ao O homem que não dormia, de Edgard Navarro, 2011, fechando o VII seminário internacional de cinema no teatro Castro Alves em Salvador.Com uma belíssima fotografia, rodado na Chapada Diamantina( Igatu, a Machu-Pichu baiana), Navarro consegue “ecoar”todos as suas angustias existenciais com maestria e magia desde o seu primeiro longa : O Superoutro, fechando assim um ciclo que demorou mais de duas décadas. O que vi desse desfecho foi a busca existencial alcançada, tornando assim a sua liberdade como plenitude suprema e agora, de uma vez por todas, o Superoutro esquizofrênico se “curou” e transcendeu, e sim: conseguiu o seu desejado vôo , como um super-homem. Como o diretor disse em discurso antes de rodar a sua criação: “Pra fazer este filme, tive que ler bastante Freud, Young e outros mais com muita maconha, claro”, fica sacramentada a era antes e pós Navarro do cinema baiano, onde quem ainda duvidava de seu talento e ousadia, agora perdeu essa. Uma película demasiada densa, de modo, que tenho como iniciante na sétima arte, aplaudir as ousadas peripécias desse magistral cineasta.
Comentando sobre o seminário, assisti a peliculas extraordinárias. Muita coisa boa digital sendo produzida na Espanha, curtas genias alemães, e alguns brasileiros com o brilho. Uma semana me lambuzando da sétima arte, com palestras que iam de política a artes todas as tardes, das quais já tenho saudades, agora sim, posso dizer: 2011 valeu a pena!
Comentando sobre o seminário, assisti a peliculas extraordinárias. Muita coisa boa digital sendo produzida na Espanha, curtas genias alemães, e alguns brasileiros com o brilho. Uma semana me lambuzando da sétima arte, com palestras que iam de política a artes todas as tardes, das quais já tenho saudades, agora sim, posso dizer: 2011 valeu a pena!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Bruxinho, a falta que nos move e daquele instante em diante
A falta que nos move, de Christiane Jatahy. Com Cristiana Amadeo, Daniela Fortes, Kiko Mascarenhas, Marina Vianna e Pedro Brício . Brasil/2011, é um filme nacional diferente . É um pouco documentário, um pouco reality show e mais um só um pouco filme propriamente. O mais legal que esse mix se tornou um bom produto de entretenimento. Esse “mix” conta a estória de um bando de amigos que marcam um bate-papo cabeça na casa de um deles do Rio de Janeiro com visão privilegiada da lagoa Rodrigo de Freitas. Com o passar das horas, ou com os vários tipos de cigarros fumados e vinhos bebidos, os ânimos vão ficando mais “portenhosos” e as verdades de uns para com outros são literalmente cuspidas nos seus rostos com muita viscelaridade e boas atuações dos atores e atrizes. Um filme cabeça, onde crises existenciais dos personagens e relações com as outras pessoas são bem explicadas, tornando o filme interessante com o passar do tempo, e posso dizer que vi uma coisa boa, nova, porém com qualidade. Qual foi a falta que moveu esse filme? Talvez a verdade que cada um tem pra si, sendo essa de cada um, por isso mova-se.
Daquele instante em diante é um belo documentário dirigido pelo Rogério Veloso/2011. Conta a estória de um excepcional músico, do qual pouco se fala. Trata-se do paulistano Itamar Assumpção. Um músico não movido as regras, e por isso mesmo pouco reconhecido. Mostra a sua relação com a família, as suas parcerias, o seu modo de compor e a seu reconhecimento internacional. Itamar, Um dinossauro da MPB, e quem não o conhece: uma oportunidade para tal, e quem conhece: se delicie um pouco mais, pois artistas como ele fazem a estória cultural de nosso amado país.
Harry Potter, em as relíquias da morte II, conta o final da saga do bruxinho nerd mais carismático da estória do cinema. A graça do filme começa antes de começá-lo pelo figurino dos fãs da saga, um primor de comédia em ver bruxinhos na fila, realmente eles encarnam o personagem. Em relação ao filme, mostra o bruxo, agora adulto com 18 anos, mais ainda donzelo, na batalha final com o seu arco-inimigo: o cara feio sem nariz. Mais de duas horas de película com efeitos especiais de qualidade, mas com roteiro pra adolescente mesmo ver e entender, ou seja, fraquinho, mas como ruim gruda no inconsciente coletivo, a maior bilheteria no ano nos USA e aqui no Brasil. Adeus bruxinho vá mesmo e não se esqueça de perder o cabresto.
Daquele instante em diante é um belo documentário dirigido pelo Rogério Veloso/2011. Conta a estória de um excepcional músico, do qual pouco se fala. Trata-se do paulistano Itamar Assumpção. Um músico não movido as regras, e por isso mesmo pouco reconhecido. Mostra a sua relação com a família, as suas parcerias, o seu modo de compor e a seu reconhecimento internacional. Itamar, Um dinossauro da MPB, e quem não o conhece: uma oportunidade para tal, e quem conhece: se delicie um pouco mais, pois artistas como ele fazem a estória cultural de nosso amado país.
Harry Potter, em as relíquias da morte II, conta o final da saga do bruxinho nerd mais carismático da estória do cinema. A graça do filme começa antes de começá-lo pelo figurino dos fãs da saga, um primor de comédia em ver bruxinhos na fila, realmente eles encarnam o personagem. Em relação ao filme, mostra o bruxo, agora adulto com 18 anos, mais ainda donzelo, na batalha final com o seu arco-inimigo: o cara feio sem nariz. Mais de duas horas de película com efeitos especiais de qualidade, mas com roteiro pra adolescente mesmo ver e entender, ou seja, fraquinho, mas como ruim gruda no inconsciente coletivo, a maior bilheteria no ano nos USA e aqui no Brasil. Adeus bruxinho vá mesmo e não se esqueça de perder o cabresto.
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