Postagens

Incêndios, muito bom!

Já tomastes um soco no estômago? Pois então é esta a sensação ao assistir a Incêndios, do Denis Villeneuve. Com Lubna Azabal, Mélissa Désormeaux-Poulin. Canadá/ 2010. O Filme mexe com tudo e mais um pouco: de religião a política, imigração, poder, verdades, mentiras, enfim com a existência humana. Um baita filme, daqueles que se saí do cinema com Ásia, de tão ácido que o é, mas sensacional. Com a intricada equação de que um mais um é igual a um, o roteiro viaja em 1970 ao oriente médio, metido em todas as circunstâncias que se estabelecem naquele período daquele lugar, e se desenrola no Canadá aos dias de hoje. O Incêndios está em sua nona semana em cartaz, e antes, na primeira semana, indaguei a um amigo cinéfilo para comentar a película. Ele pronta e secamente rebateu: “Vá assistir e logo debateremos”. Faltou argumentos pra ele falar da porrada que tinha visto, se limitando a dizer que era um filme em relação aos problemas do oriente médio. Ledo engano desse conhecido, pois fala m...

Todo dia é dia do Rock Roll

Quem diria que um dia o Rock Roll, que foi desgraçadamente endiabrado em tempos atrás,hoje é pop, é contemporâneo, tá na moda, hoje é glamoroso ser roqueiro. Apesar de ser visto com bons olhos para a sociedade, apesar disso, o Rock Roll continua sendo transgressor, transformador, anárquico. Não existe melhor remédio pra cuca de qualqu...er um depois de um dia exaustaste de trampo, com inúmeras engolidas de sapo do seu chefe, que escutar um bom e agudo som de uma guitarra as melodias do velho Rock Roll. Parece que todo o perrengue que passastes durante o dia, se evapora, como mágica, pois nesse momento você limpa sua alma do dia exaustaste e irritante. Intitula-se hoje, 13 de julho, o dia do Rock, mas que nada, todo dia é dia do Rock, pelo menos pra mim e pra muitos que conheço também, Viva a rebeldia do Rock Roll hoje e sempre, e, por favor, sem Restart ou coisas do gênero. Rock apesar de ser Pop ( no sentido popular ) tem a obrigação de lavar nossas almas e encher nossos corações de b...

Potiche - a esposa troféu

Durante a década de 70 do século passado, a economia francesa passava-se por um crescimento de 33% das suas indústrias. O filme Potiche, a esposa troféu passa-se nessa época. A película conta a estória de uma indústria do ramo de guarda-chuvas que tem um carrasco como mandatário supremo e autoritário perante os seus colaboradores. Até que um dia cria-se um motim de seus “empregados-escravos” para seqüestrá-lo a fim de conseguir melhores condições trabalhistas para estes ditos cujos. Com a falta de direção na indústria, entra em cena a protagonista da estória, a esposa traída e maltratada (Catherine Deneuve) ,mas que já tinha em sua juventude traído muito também e feito a suas traquinagens: a própria esposa troféu, que antes só servia pra cuidar da casa e dos filhos, e agora se revela uma grande empresária resolvendo os problemas da empresa de seu marido e seus funcionários com bastante elegância e maestria. Não contente, e até de certo modo achando entediante, ela acaba desistindo dos ...

Novela

Tenho assistido à novela Insensato coração. Assisto porque apesar de ser da classe média, não sei como ela pensa e elabora suas ações. E a novela mostra de forma visceral como essa minha classe pensa, e está sendo uma descoberta, pois sou um classe média metido em cinema, literatura, acho que de certo ponto, até pra fugir deles. Por isso não sei como pensam, mas com essa novela agora a vendo, vi que fiz a melhor opção em fugir dela mesmo, porque é barril mesmo! O modo de como resolvem suas coisas é coisa de gente muito ingênua mesmo. Fico abismado de como sou dessa classe e de que, como não sabia de nada dela. Salve, salve as válvulas de escape das promoções de cinema, teatro e livros, que de certo modo, procurar promoções é coisa de classe média, então viva a “crase” média!

Minha versão do amor

Minha versão do amor, do Richard J. Lewis Com atuação irretocável do Paul Giamatti Itália 2010 é simplesmente genial. Vencedor do Oscar no quesito maquiagem mostra a estória de vida de um judeu que sabia curti-la. Mostra-o novo em seus inícios de porres, amizades e casamentos, sempre em lugares belíssimos. Ao passar da película a sua face vai se transformando assim como o próprio personagem. Duas horas de pura nostalgia no sentido de viver a vida como é, e como teríamos que viver, ou seja: traduzindo: se entregando a tudo; os amigos, a situações, as esposas e a tudo que vier e for interessante. No sentido de drama existencial a película mostra-se rica, enfim: podia ser a vida de qualquer pessoa corajosa que se se destina a viver a vida de forma literal tentando sempre pensar primeiro no outro e depois nele. Mas é exatamente isso que nos falta hoje em dia: pessoas dispostas a pagar esse preço para essa tal liberdade sem escrúpulos . Tudo bem que a época do filme era outra, hoje em dia é...

A trilogia do poderoso chefão

Sem modéstia e corajosamente no ultimo sábado assisti de vez o poderoso chefão 1, 2 e 3 de vez, das três da tarde até uma da matina do dia seguinte. O que escreverei aqui se leve em conta: primeiro a minha paixão por cinema e depois minha ascendência italiana. Esta trilogia do Coppola é coisa atemporal, e magnífica, e saberão o porquê... A saga dos Corleonni saindo da bela e violenta Sicilia para a America é coisa de cinema mesmo, embora tudo seja verdade: máfias, acordos com policia, política advogados, gerando cartéis e corrupção acordada, gerando assim a estória daquele país, que hoje economicamente é o primeiro do mundo. Os filmes são obras primas, pois alem de contar fatos verídicos , os transformam em arte , pois tudo que vem com amor, com ou sem lei, tem dimensões magnificamente superiores. O calor italiano foi a máquina propulsora para essa tal magnitude peliculiana. Na Sicilia o bicho pega, e não adianta chamar burro de meu louro não.. Com a trilogia iniciada em 1971, continua...

Quebrando o tabu, Nossa vida sem Grace, Namorados pra sempre

Quebrando o tabu, o comentado documentário do Fernando Grostein Andrade. Bra., EUA, Por., Hol., Col., Sui., Fra. e Arg./2011 ,acho que por tanta preocupação em querer explicar tantos países e seus sistemas anti-drogas para liberalização ou legalização ou nada disso perdeu o foco com muitas estatísticas e personalidades, que ao ver assistir acabou comprometendo o entendimento e clareza do documentário, virando o feitiço contra o feiticeiro. Se o objetivo da película bem produzida era o de debater a legalização ou liberalização das drogas, o tiro saiu pela culatra, e cuidado com o pé FHC, PSDB. Lula deve estar agradecendo ou o PT. Se o filme teve de algum modo, víeis político, então não foi bom para o FHC, e eu acho que teve. Afinal de contas ou no final das contas sempre tem política e poder no meio, e saúde pública vem em segundo lugar nesse filme, Se o documentário foi feito pra ser plataforma de campanha política do FHC, acho que ele se deu mal nessa. Nossa vida sem Grace, do James ...

Caminho da liberdade

Imagem
Espremendo o bagaço da laranja pra pegar só o caldinho, alguns bons filmes a serem discutidos. A sétima arte é mesmo envolvedora. Por mais que queira ignorá-la por vezes estúpidas, ela volta e se revolta como um liquidificador nos meus “ticos e tecos”, espremendo e enrolando assim como meias em uma máquina de lavar. Tive a concretização da consciência de que não posso ignorá-la, pois estaria ignorando a mim mesmo, mas deixo pra quem sabe fazer isso, e desisto da pretensão, se é que um dia já tive, de enveredar-me como participante do processo do cinema. Falando em paixão, assisti uma coisa extraordinária hoje, onde temos a noção te tanto de gente ordinária que nos rodeia, sem trocadilhos, apenas uma constatação. O filme é o Caminho da liberdade, do Peter Weir, USA 2010, onde prisioneiros migram da Sibéria até a Índia. Isso mesmo, uma puta de uma caminhada que cativa do começo ao fim, e por isso a constatação de hoje, estarmos ao redor de pessoas ordinárias, sem pudores, sem valores e p...

Cadê a merenda?

Hoje, assisti a dois filmes e algumas coisas desinteressantes, nas quais, dá vontade de mudar de país. Essa parada de superfaturamento em merenda escolar em todo país é de doar na alma, pois mostra como ainda somos primitivos. Não que isso só aconteça no Brasil, mas são tantas as “catástrofes políticas”, que chega uma hora que dá vontade de se picar daqui. Quando não é na educação, é na saúde, quando não , é no meio ambiente, só faltando raspar os pelos dos sovacos dos brasileiros tamanhas são as devastações na floresta amazônica, isso sem falar na máfia dos alimentos transgênicos, e o pior: todos esses “ladrões superfaturados” estão no poder ora freqüentemente exercendo cargos públicos ou ora por acordos ditos como terceirizados. O governo federal se pronuncia contra acordos entre empresas terceirizadas e prefeituras ou governos estaduais. Mas ao mesmo instante, não cria outra opção para que esses acordos (diga-se: necessários para a máquina funcionar) aconteçam. Já pensou em como uma...

Reencontrando a felicidade e A garota da capa vermelha

Em Reencontrando a felicidade , de John Cameron Mitchell 2010, USA e protagonizado e produzido por Nicole Kidman. EUA/2010 observei mais uma produtora atuando, ao invés do contrário. O filme é intrigante, conta a estória de um casal que recém perde seu filho e busca forças para seguir adiante. Monótono às vezes, porém sempre cargamente denso a película observa a questão da evolução, do perdão, e talvez da não-razão em suma. Explicar a não razão, é concluir ou ao menos não ignorar novos horizontes planos, como mundos paralelos, que é o quê a ciência não racional chama de física quântica. Enquanto um personagem do casal tenta, de forma menos convencional e por isso mais sofrível "entender" e aceitar a perda do filho por um atropelamento de um adolescente bom, o outro, o homem, abre mão de “sofrimentos menos racionais”, ou porque ele não tenha essa capacidade de compreensão da perda da vida mesmo. O fato é que Reencontrando a felicidade, apesar da sua protagonista parecer estar...

Osama e Obama

Imagem
Vou “pitaquear “sobre o assunto do momento: A morte do Osama pela reeleição do Obama. Pelas minhas informações, desde agosto do ano passado, o Obama sabia onde escondia-se o Osama, e porque então não atacou logo quando descobriu o esconderijo de luxo a 700 metros de uma brigada militar paquistanesa? Simples: Por pura estratégia política. Se o Osama fosse morto em agosto de 2010, as pessoas poderiam esquecer em 2012 nas eleições . Estrategicamente foi melhor aguardar uma data mais próxima das eleições para a emboscada. E porque então o Obama não esperou até dezembro desse ano para atacar então? Pura ansiedade norte-americana, visto que o cara estava no lugar há três anos. Ele poderia migrar? Sim, sempre há essa possibilidade, mais pouco provável. Ou seja, a morte de um cara que já foi importante para o terrorismo da AL - Queda, e há algum tempo não era mais, foi um ato político puro de reeleição da candidatura do atual presidente norte-americano. Quando escrevo que ele já foi important...

Como esquecer

Como esquecer, da Malu de Martino 2010, é um bom denso drama nacional. Protagonizado pela belíssima Ana Paula Arósio, a película mostra o interior das pessoas, as suas angustias e decepções; não é um entretenimento alegre, longe disso, aborda a fraqueza humana, por mais que pareça a protagonista uma fortaleza de maturidade. Ao pensar maturidade, associamos a sabedoria, o que não sempre assim. A película mostra uma protagonista atordoada em um mar de ressentimentos pela perda de sua esposa. Apesar de culta, fria, egoísta, ela sofre pela solidão, jamais imaginaria que pudesse doer tanto, mas sente e quase chega ao suicídio. Sem sombras de qualquer parâmetro de comparação com estórias desse gênero, o filme mostra de maneira visceral como uma perda pode ser o fim, ou um intenso e constante ato de automutilação por punição de uma coisa que nós, simples mortais, não temos o poder de mudar, a morte de uma pessoa querida. Enfim, ela consegue tocar sua vida adiante com outra pessoa permitindo ...

Água para elefantes e o poderoso chefão II

Gostei da lúdica película Água para elefantes, do Francis Lawrence 2010. Por vezes é bom sair da realidade, mesmo que seja a realidade ficcional que de certo sentido tenta imitar a vida real. Nesse filme não existiu isso, pois se tratava de um mundo a parte: o Circense. Mundo imaginário, mas real ao mesmo tempo, senão porque então eles existiriam? Só acharam ou quiseram viver de uma forma um pouco menos moralista. Sobre a película, e não o “mundo da película”, és uma comovente estória de amor e de vida dos personagens. Pessoas que praticamente que “caíram”no mundo circense por forças de circunstâncias da vida ou a falta delas. O filme aborda a relação do homem com a ganância, com os animais e com a amizade. Além dessas abordagens, mostra uma estória de amor que para os mais céticos só caberia no mundo atípico deles, mas para este que vos escreve acha que és total e fortemente “ viver”estórias de paixão e amor nos dias atuais, apesar de Obama matar Osama e a Cláudia Ohana não me dar a ...

Diz Croquetes

Gostaria de conhecer um pouco mais da estória cultural e política do Brasil? Então veja Diz Croquetes... Um puta de um documentário. Em meados de 60 pra 70, em uma puta ditadura surge um puta de um movimento, do qual ninguém consegue distingui-lo. Treze homens bailarinos se travestem e se porpurinam e começam a dançar em palcos de Copacabana. E todos perguntam: ”Que caralho é esse?”. Este é o inicio da rebeldia brasileira na forma da arte. Treze homens, veados ou não, isso não importa pelo que fizeram, poliglotas, cultos e muito doidos. Nessa época a loucura, a “doideira” era o refugio para as mudanças que o país necessitava ou ao menos o que as pessoas precisavam enxergar a prisão que era o Brasil da época, principalmente no sentido de liberdade de expressão. Tudo nasceu deles, dos Diz Croquetes. Desde as Frenéticas, Ney Matogrosso, Atrizes, dançarinas, atores, etc., todos beberam dessa fonte inédita e vanguardista. Depois de assistir a esse premiado documentário feito por uma filha d...

Amor?

Olha, num sábado pascoal nublado, não dando praia, fui ver Amor? Do João Jardim 2010 , que é ou era um diretor que gostava, mais depois desse filme não sei bem mais. Pela critica lida antes já sabia que não seria lá esse puta filme. Mas sabe que ele conseguiu me surpreendeu pra pior? Oh filminho ruim, saí antes de acabar até. É um tipo de docu-drama ( essa moda desse gênero tá pegando) onde atores contam estórias de terceiros ditos reais ou inventados, isso não importa, o que vale é que o filminho é ruim mesmo. Aos avessos a palavrões as minhas sinceras desculpas, mas se fosse pra resumir o filme Amor? Resumiria assim: Amor? Se amor é o que contaram, então com certeza: O amor de cú é rola! Foi isso que o docu-drama me transpareceu. Tipo filminho mentiroso global de GNT sabe? Fiquem fora deste, até para as mulheres mais sentimentais esse filme não presta, só enganação.

Arte e Política

Interessante a bienal itinerante de SP que está no MAM de Salvador. Itinerante, leia-se incompleta ou o quê se pode trazer. Tinha como tema a arte e a política. Como esses dois paralelos podem viver com harmonia, e como existe uma singularidade entre ambos, por mais estranho que possa parecer. A Bienal dava mais ênfase na arte: como esta era grande, e de certo modo se sobrepunha em relação à política. Saí da mostra com uma leve risada no canto na boca do lado esquerdo, e considerando, ou melhor, convicto de que arte pode ser chamada de mãe da política. Quando comento política, leia-se: democracia, igualdade, fraternidade e outras idéias desse gênero. Em momento algum tive no MAM tempo de ligar política com mensalão, o ar daquele momento me impedia desses tais pensamentos. Mas quando botei o pé fora de lá, tive que me ver fora da realidade que queria estar, ou seja, na realidade da cueca e meias com dinheiro superfaturado. Deu-me um mal-estar danado. Mas vida que se segue, e contos perf...

Lope de Viega

Puta filme bom é LOPE, e quero comentá-lo ainda no calor de sua assistida, para absorver o seu sentimento. Sentimento; essa palavra definir a película, mas vamos por partes. Por três partes pra defini-lo como um filme fora do normal. Vamos a elas: primeiro: Por ser um filme de época super bem produzida e com uma puta de uma fotografia cheia de detalhes. Era a Espanha do século XVII muito bem feita. Segundo: Por narrar à biografia de um grande poeta desconhecido presentemente. E terceiro: Por não parecer, mas ser um filme meio brasileiro, com uma parceria com a Espanha, muito bem “cara europeu” produzida pela Andrucha. Gostei do filme, pois conhecer a estória do poeta foi já uma surpresa com elementos anárquicos, transgressores, que se torna um filme atual de certo modo. Entender como funciona a cabeça de um poeta é se sentir um pouco ele, onde este não está em nosso plano, pois vive sob influencia de intuições mais nobres e latentes. Com isso, acabamos nos tornando meio poetas também, ...

Cópia fiel e Um lugar qualquer.

Tenho elaborado uma nova estratégia para divulgar minhas críticas cinematográficas. A estratégia é a seguinte: Assisto uma “caralhada” de filmes, deixo acumular e “solto a porra tudo de uma vez só”. É mais eficaz, pois tenho tempo de analisá-los com o seu devido tempo de maturidade; pensamos assim: fazendo todos juntos, na medida em que os lembro e os comento, consigo de certa forma, uma “distância”, tentado uma imparcialidade com o que gostei mais ou menos. Poderia comparar como se fosse um prato de comida, aonde a digestão deste, vem somente depois. Vamos então aos filmes supostamente vistos ultimamente em ordem cronológica do último ao primeiro: Bruna Surfistinha, Rio, Cópia Fiel e Um lugar qualquer. Quero inverter o processo agora comentado do primeiro ao último filme visto, pela questão do “digerimento” (aos moldes do Franz Kafka, em o Processo), se és que me entendem. Um lugar qualquer, da Sofia Coppola, 2010, vi uma coisa inacreditável logo nos primeiros minutos: um microfone na...

Que mais posso querer

Mais uma vez, não diria que me decepcionei, nem tanto magoei, mas, sobretudo tenho de admitir que os valores do cinema, ainda em pleno século XXI, anda a passos de tartaruga, e daquelas bem lentas, escreva-se de passagem ou comentem de passagem como alguns amigos preferem. A “indignação ”dessa vez foi com o filme: Que mais posso querer, 2010, de Silvio Soldini. Em língua italiana a película mostra um roteiro até “ärrumadinho”, que consegue prender a bunda da poltrona em duas horas, sem a necessidade de ficar vendo que horas falta pra acabar; ao contrário dos” holiwwodianos”, que geralmente me acontece nos primeiros 30 minutos.O enredo da película italiana é muito comum: uma mulher que tem um marido obeso, relapso e frio no sentido sexual; e então por isso também passa a ter um romance com um dos seus colegas de trabalho. Com o decorrer do filme, ela se apaixona e ele supostamente em maior parte “peliculiana” corresponde a essa paixão ardente e porque não digamos: carente. Os dois são c...

O louco amor de Yves Saint Laurent

Por puro semancol, tinha não decidido comentar um filme assistido recentemente, mas resolvi mudar de idéia, lembrando de uma frase de um músico da cena de rock local soteropolitana ( lea-se Márcio Mello), que diz: “ Que quem manda no mundo são os loucos e os caretas que se fodam”. Desta singela forma me permitirei a fazer a critica desse fuck filme. O louco amor de Yves Saint Laurent, 2010, do Pierre Thoretton é um documentário que conta mais do que do mundo da moda somente; diria que é um documentário que conta a estória da moda. Um documentário que em parte alguma em quase duas horas, percebi algo de desconexo, sem sentido. O filme se baseava nas estórias em que o marido do Yves, o Pierre Bergé contava. Do lado boêmio do seu amado, de suas amizades loucas, de suas experiências com drogas, de como se transformou no sucessor estilista da marca Dior, enfim: faz um apontamento quase perfeito da fama e riqueza de seu marido e sobretudo da moda no século XX, o nosso e nem tão querido passa...

As pernas do futebol no Brasil

O “pitaco” hoje é futebolístico; nosso querido e mais amado esporte nacional e mundial também. Não entendo tamanhas cifras e tamanhas coberturas de midiáticas por fulano ou cicrano que voltaste a jogar em terras nacionais; mas se tudo que mídia é um pouco ou muito ruim faz um certo sentido então à cobertura das TVs, rádios, internet desses “fenômenos”. Então vamos, como em um demonstrativo de balancete contábil, desabotoar esses fatos ou jogadores da vez. Na mesma semana vi são-paulinos encherem o Morumbi para saudarem o “nosso” centro-avante da ultima copa do mundo, que fez um ou dois gols e uma apresentação pífia, igual ou pior de um volante, e nesta mesma semana acontece um troço esquisito no principal time do Estado de São Paulo ou o time que tem a maior torcida, “contratando por risco”(que é isso?), um negrão forte que sabe fazer gol, que o caso do Adriano do Corinthians, não do Luis Fabiano do São Paulo. Ainda não entendi o “porquê” dar mais ênfase a um centro-avante pior do que ...

Passe livre

O que escrever do bostético filme Passe Livre? Primeiro estava no filme errado, pois trata-se de uma estória bem norte-americana sobre casais, o que não é o meu caso. Mas, uma película a dois real pra fugir ainda por cima de um escaldante sol de verão as duas da tarde em Salvador, vale qualquer filme mesmo, de modo que não tenho sinopse nenhuma a fazer, só lamentar a “cara” dos casais atuais, onde estes são ocos. Deve ser por isso que ainda sou solteiro.. VIPS é uma puta de um filme bem feito, embora não tenha muito roteiro. Quero o documentário à vera deste, pra comparar melhor. Não me abandone jamais é um filme tocante, emocionante, fascinante e todos os qualitativos positivos de "ante" que se tenha. Aborda coisas, valores importantes, como doação ao extremíssimo, mostrando que a vida que vivemos pode ser muito melhor. A maneira como a qual encaremos as coisas é que deve ser mudada, assim mudamos, e pra melhor pros outros e pra gente. O melhor filme de março sem dúvidas. Po...

Tetro e Além da vida

Tetro, do Copolla, é genial. Abrange família, amor, posse, loucura, paixão, coragem e doação em uma mesma película. Me fez refletir como todos esses elementos se entrelaçam, e como somos pré-derteminados a sermos ou a ficarmos em pré-condições, pré-estabelecidas sem o nosso juízo de querer! A vida é uma dádiva em qualquer circunstância, pois o fato de estarmos respirando, vendo, sentindo coisas, ultrapassam qualquer sacanagem que aconteça, mais a porra não é simples não... Muita gente acha que escrevo só óbvio: tem razão, não posso escrever o que ainda não sei, mas mesmo escrevendo o óbvio, ainda assim, sou uma exceção ao mundo de “tuites” atual, onde só se escrevem frases e não textos, e isso quando escrevem, pois geralmente copiam de um e cola no outro. Mas o meu assunto é cinema, e vamos a ele então. Tenho de falar que uso as crônicas dos filmes que vejo e transcrevo para as coisas que me “habitam”, que me “aporinhão”, que me fazem bem, mal ou mais ou menos. Uso as críticas dos film...

Cisne Negro

Aos postulantes do Oscar, o que melhor vi foi Cisne Negro. Resisti bastante a assisti-lo por meu machismo deselegante, por se tratar de uma estória de balé, de essencialmente de mulheres sensíveis, e de sentimentos femininos em sua essência. Mas o filme sobrepôs a todos a esses pontos e me surpreendeu de uma forma um pouco tanto como abstrata ou louca. Efeitos especiais bacanas, uma boa dose de “nóia” da protagonista, e outra boa dose de rivalidade em local de trabalho, bom filme e para todos os sexos!

Julia

Acordei-me sobressaltado hoje de madrugada com vontade de ver um filme. Como não tenho HBO, fui aos telecines, e cara, que filme escrotão que peguei já no meio. Chama-se assim: Julia (2009), com ano e tudo. Sei que a mulher tinha fugido de uma clínica psiquiátrica e pelos fatos, não teve alta de jeito nenhum. Ela seqüestra o filho que vivia com o avô e pede uma grana. O avô paga, mas ela “vê” policias a paisana no local determinado, que era a rodoviária de Los Angeles, ou seja, cheio de gente, mas na cabeça dela, quem a olhava, e isso quase todos faziam por sua cara com olhos arregalados e boca entreaberta, eram supostos policiais. Aí ela, claro, dá a louca de fugir com o filho seqüestrado, e ainda não sequelado, ainda.. Ao México, terra do pai do garoto. Lá ela se vê em maus-lençois, com seqüestro do seqüestro, sequelado mesmo agora o filhinho de oito anos, nas mãos de bandidos mexicanos. Mas ela não se faz de rogada, com toda sua loucura, vai atrás dos seqüestradores e consegue achar...

Cyrus

Cyrus, sim, posso escrever do filme Cyrus que assisti recentemente, e olha muito divertido. O enredo da comédia tem como tema uma coisa já batida, embora que, sempre nos surpreendamos: família. Como a música dos Titãs diz:” Família, gato, cachorro, galinha, almoça junto todo dia, nunca perde essa mania...”. De um lado um cara que não reconhece que o seu casamento acabou e que sua ex-esposa está preste a se casar com outro, e de outro lado uma viúva com um filho de vinte e poucos anos um tanto inteligente emocionalmente. E a estória do filme se passa no jogo de competição entre esse cara que se apaixona por essa viúva, e o seu filho: o próprio, gordo, carente e esperto Cyrus! O filme mostra de maneira engraçada, ao menos a mim, como entrar em uma família pode ser complicado e isso porque as próprias pessoas complicam com essas manias de alter-ego, que na verdade é pura perda de tempo ficar “marcando seu território”. Mas seria muita “forçassão de barra” de minha parte não saber que pesso...

Sentimento de culpa, Trabalho Sujo, Film Socialisme e O Garoto de Liverpool

Meus queridos um feliz 2011 com bons filmes! Pincelando alguns temos : Sentimento de culpa, Trabalho Sujo, Film Socialisme e O Garoto de Liverpool. Trabalho sujo, 2009, de Christine Jeffs, que é designado como comédia; dela realmente vi muito pouco. Vi foi drama, e dos bons por sinal. Como as pessoas super-ativas podem se dar bem ou mal na vida, assim como qualquer outra pessoa. O enredo se passa na vida de uma ex-lider de torcida de futebol americano e a menina sonho de consumo de todos os adolescentes daquela época. Quando adulta, esse gata super estimada se torna apenas diarista carregando de certo modo uma família sem mãe e uma irmã relapsa. Enfim, ela alcança uma posição social melhor limpando os locais de suicídios, assassinatos e coisas de morte e sangue do gênero. Tudo que tinha sangue, vômito e fedor, era com ela mesma e sua irmã relapsa, porém humanamente bastante interresante, até mais que a protagonista. Por isso o nome do filme trabalho sujo. Caracterizo como drama e não ...

Woody, Nárnia e tropa 2 e suas consequências.

O do Woody Allen, Você vai conhecer os homens dos seus sonhos(2010): nos remete a coisas inimagináveis que só cineastas imaginam. Ter saúde física e mental total depois dos setenta. Ter um casamento sempre feliz, não se aborrecer jamais em seu trabalho são os temas abordados de forma irônica pelo Woody. Tenho a impressão que seus filmes são sempre coisas pelas quais ele anda enfrentado ou se preparando a enfrentar, como os setenta anos, se é que já os não têm de fato. Achei um filme demasiado autobiográfico e egoísta da sua pessoa e sinceramente sem graça. O pior que vi dele sem sombra de dúvidas. Estou numa fase um pouco adolescente e ando vendo os filmes para essa classe. Me refiro as Crônicas de Nárnia: a viagem do peregrino da alvorada (2010). Onde os protagonistas da saga se tornam pré-adolescentes ou aborrecentes, é aí vem aquela sensação obrigatória de auto-afirmação para a faixa etária. E o filme se passa todo nessa de um querer o reino do outro, a menina querer ser já mulher e...

Harry, Destinos e a rede

Escrevendo sobre cinema vi Harry Potter, Destinos cruzados, e A rede social. Destinos cruzados é o melhor. Narra à estória de uma camponesa inglesa, se não me engano, e um afro - Frances. Os dois procuram os filhos depois de um atentado terrorista em Londres. A estória fica boa no decorrer da película com os seus detalhes, com os olhares de câmera auspiciosos e singulares, com as suas individualidades culturais, raciais, e porque não individuais? O ritmo de Destinos Cruzados é lento, mas não deixa tirar suas íris da tela por seus detalhes de (enfraquecimento) humano. O ator é um negrão de 2 metros de altura e a atriz é uma de um metro e meio no máximo. Isso também serve de contraste para a situação social que o filme impõe aos seus protagonistas. Filme lento mais filme com roteiro e por isso bom. A Rede Social é o contrário: filme rápido. Não de ação, mas de atitude, de pensamento, de modo que fiquei me achando no inicio e depois assimilando e vendo o colé do filme que mostra a estóri...

O profeta

Boas peliculas em 2010 assisti. Até o momento três me chamaram atenção: o longa de três horas O profeta, Barria: a porta do vento e os contos da era dourada. Em um ano de Avatar e outras superproduções, estórias interressantes de pessoas comuns, mas próxima de nós, civis comuns chamaram mais minha atenção. Como todo ano elejo um filme, em 2010, O profeta foi o melhor, embora a safra anual fora de muita significância no sentido de dar ao cinema o seu verdadeiro valor. E ainda tem o holliwodiano, a rede social pra fechar o ano e o fraquinho do Woody Allen.